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sábado, 29 de novembro de 2008

Dia 13 - 16/10/08 (quinta) – Santiago (despedida)

Acordei tarde e a primeira coisa que fui fazer foi buscar onde tinha ida parar a bermuda e a minha camiseta da Tailandia. Graças a Deus encontrei assim que acordei e depois do café fui lavar toda a roupa, arrumar a mochila, gravar fotos e atualizar o blog.


Enquanto tava no hsotel fiquei de papo com vários gringos e pegando informação de tudo quanto é lugar no mundo. Depois sai pra caminhar por Santiago. Tava ansioso de ir para o deserto. Combinei tudo com a Patrícia e a noite fui antes pra rodoviária e se caso conseguisse a passagem ela viria com as coisas dela. Eu já tinha saído do hostel com a mochila disposto a ir pra La Serena naquela noite (23:30).


Peguei o metrô que estava cheio e desci na estação que é integrada na rodoviária. Procurei pelo guichê e achei ônibus tranquilo pra dali a uma hora. Comprei as passagens fui para um orelhão e liguei pro hostel, falei com a Patrícia e falei pra ela vir correndo.


Fui comer num restaurante da rodoviária e pedi um carne de vacuno a los pobres! Veio um prato cheio de batata frita que dava pra duas pessoas comerem sem problemas. Depois comprei uma revista e fiquei esperando a Patrícia. Ela chegou rápido e o ônibus atrasou uns 30 minutos do horário marcado. Pegamos o ônibus em direção ao deserto vendo um vídeo sobre o futebol da América do Sul (que eu tenho!!!).


Dia 12 – 15/10/08 (quarta) - Valparaiso / Viña Del Mar (enfim o Pacífico)


Acordamos e fomos lá pelas 9 na locadora que fica uma rua do hostel. A Patrícia disse que o aluguel de segunda foi o mais barato e foi por 22.000 pesos. Fomos eu, ela Gerson e Verônica. Chegando lá, o meu cartão de credito precisou ser usado para a franquia de 500.000 pesos e não tinha isso tudo de disponibilidade. Quase desistimos mas deu para fazer a garantia no cartão do Gerson e assim peguei a direção do carro.


Andar em Santiago é tranqüilo. Bem sinalizado na cidade, mas as referencias são sempre as rodovias e não tem placas na cidade indicando Valparaiso por exemplo. Isso me fez cair em várias vias erradas, perguntamos umas duas vezes e até sairmos de Santiago na direção certa, devo ter perdido uns 30 minutos.


A estrada pro litoral é muito boa, paga-se dois pedágios pra ir e dois pra voltar e em 1h20 você está em Valparaiso. A impressão ao olhar pela primeira vez é de uma grande favela carioca, mas depois você percebe que são construções históricas e que aquilo é um bairro de Santa Tereza 50 vezes maior e melhor!!!!



Fomos pra praça principal subimos o cerro Alegre e deixamos o carro perto de um mirante, andamos por entre as vielas, descemos pelo ascensor Concepcion. Lembrei do filme Diários de Motocicleta e mais uma vez a cena foi idêntica. Me perguntei se Che Guevara tinha realmente estado ali naquela cabine. Depois fomos até o porto passando pela praça principal. Lá fizemos muitas fotos...ficamos fazendo pose em frente o prédio e vídeos também. O dia estava lindo, sol, céu azul. A cidade estava cheia de turistas. Fiquei olhando o Porto e aquele mar todo...estava no oceano Pacífico. Tiramos muitas fotos e depois fui a uma feirinha comprar cartões postais.




Depois pegamos novamente o ascensor, paramos numa casa cultural ou algo assim mais para usar o banheiro do que para olhar alguma. Na recepçao pegamos um mapa e perguntamos como chegar na casa do poeta Pablo Neruda. A moça nos explicou super bem e foi super simpática...antes paramos pra comer empanadas numa padaria, eu estava morto de fome e aquela foi a melhor empanada do mundo. O dono vendo que erámos brasileiros ficou contente e disse que uma vez foi ao Rio de Janeiro e adorou. Nos desejou boa sorte e voltamos para o carro.


Rodamos um monte de ladeira mas até que não foi difícil encontrar a casa-museu do Pablo Neruda. A rua estava lotada, inclusive com ônibus de escola e tal. Do nada aparceu uma daquelas vagas (tipo auto-escola) no pior lugar possível. Todos falaram pra esquecer, mas eu sismei de colocar o carro ali de qualquer jeito. E não é que coloquei o carro de primeira!! Depois de alguns elogios do pessoal saimos pra visitar a casa de praia do poeta.


A casa é hiper louca e super legal...e com uma vista da baía de Valparaíso de tirar o fôlego. Não quis ficar vendo os vídeos e acabei me adiantando do povo e fazendo o tour sozinho. Depois fiquei com o Gerson sentado num banquinho ao lado de fora sobre emprego, vida, viagens e tudo...foi bem legal. O sol estava quente e o dia estava lindo...a brisa do mar chegava até la e o ventinho era de mar...coisa que eu adoro.


Na saída, liguei pro Ed (ele ficou super feliz) e fui comprar lembranças nas lojinhas da rua. Achei um mapa do chile em cobre lindo...não resisti e comprei (depois fiquei a viagem toda com medo que amassasse). Partimos pra Vina Del Mar...e tentando pegar o caminho mais rápido pra descer de todo aquele morro peguei ladeiras loucas, bem inclinadas...mas o freio aguentou. No rádio, a maioria das músicas era o regaton...que eu adorei!!!!


Pegamos a estrada que beira a praia e Vina é bem pertinho de Valparaíso. Eu amei Vina Del Mar. Estacionamos em frente ao cassino e estava tocando Enjoy the Silence do Depeche Mode...fiquei com a Patrícia no carro ouvindo até a música acabar. Um senhor veio pedir pra olhar o carro e eu disse que tudo bem. Caminhamos para as rochas em frente o mar e tiramos altas fotos. Depois pegamos o carro de novo e quando fui dar o dinheiro pro cara ele achou pouco e disse que não precisava fazendo cara feia...hauahauahua.



Deixamos o carro bem perto da praia. Tirei o tênis, transformei a calça em bermuda e fui pra areia...logo já estava com os pés no Pacífico...emocionante!



A praia estava cheia e fomos caminhando até um pier gigante, depois sentamos na areia e ficamos conversando. Eram cerca de meio-dia de quarta-feira. Ficamos falando do que o pessoal no trabalho estaria fazendo...huhauhauahuahuahau



Voltamos caminhando para o carro pela calçadão e vendo as barraquinhas de artesanato. Depois pegamos o carro e fomos mais para o Norte, onde tem um mirante (a Patrícia já tinha estado lá). O lugar tinha umas poucas pessoas e fica entre o mar e umas dunas enormes. Lá ficamos mais tempo e eu dei outra aula sobre astronomia e tal e eles adoraram...eu tb gostei...eles me disseram que eu poderia ser professor, que eu explicava muito bem...isso foi legal pra mim.




Voltamos e estava tocando uma música ótima no carro, pedi pra Patrícia fazer um vídeo de eu dirigindo e dos prédios e de todo o visual da praia...uma pena é que quando cheguei no Brasil descobri que tinha perdido o cd com a gravação das fotos deste dia e fiquei quase sem foto do litoral.


Me enrolei um pouco pra pegar a estrada de volta sem precisar passar por Valparaíso mas deu tudo certo...só que no caminho começou a me bater uma putra fraqueza...e eu no volante. Não falei pra ninguém mas no meio do caminho tive que parar numa vila porque pecisava comer algo...eles concordaram. Já era quase umas 4 da tarde e eu precisava parar...


A vila se chama Las Vasquez. Tinha uma igrejinha e uns restaurantes bem simples. Comi um PF e antes pedimos ovo cozido...ha tempos não comia um ovo cozido com sal...aquilo foi perfeito pra minha fome. Depois seguimos e quando chegamos em Santiago já estava escuro. Ai sim eu me enrolei em chegar na Bela Vista. Não tinha noção de onde tinha que sair da auto-estrada e quase pensei que tinha passado pela cidade, quando reconheci um prédio do bairro da Providência. Depois peguei a margem do rio Mapocho e fomos parar pra encher o tanque.


Eu estava stressado de dirigir...quando você dirige um carro alugado num lugar que você não conhece é horrível. Depois que eu abasteci pedi a chave do carro pro cara do posto e ele disse que não estava com ele. Ai eu disse que estava e ele foi procurar pelas bombas, depois com outro cara e tasca de eu procurar no carro...até q a chava tava dentro do meu bolso...huahaauahuahauhaua...pedi desculpas a todo e sai dali na hora...realmente eu estava cansado.


Deixamos o carro na locadora, fomos pro hotel, tomei um bom banho e combinei com o Gerson de sairmos pra beber. Chamamos o gaúcho que tava no hostel e fomos os três pra Pio Nono. O Chile jogava contra a Argentina e quando o jogo acabou o Chile havia ganho. Faziam 11 anos que o Chile não ganhava uma partida de futebol contra a Argentina. A rua se encheu de gente...parecia que eles tinham ganhado a copa do mundo.


Ficavam dando gritos e cantando musiquinhas. A gente cantava junto e eles adoravam....quanto mais bebados mais eles gostavam da gente. Juntamos a mesa com um pessoal e ficamos de papo até de madrugada quando voltamos pro hotel.


Dia 11 – 14/10/08 (terca) – Valle Nevado (curvas perigosas e paisagens de tirar o fôlego)

Eu e meus novos amigos fomos então a agência indicada pelo hostel na mesma rua. Chegamos lá e braganhamos o preço da ida ao Valle Nevado. Fechamos com ele e em pouco tempo todos estávamos na van. Logo de cara fomos com a cara uns dos outros e começamos a falar bastante bobagens.


Ainda em Santiago a an parou num mercado dentro de um posto de gasolina. Onde comprei chocolate e água. Os outros compraram doces e sanduiches tb. Um cara tentou nos oferecer o aluguel de uma prancha pra fazer esquibunda, mas não aceitamos. O guia era legal, mas meio sério e com cara de desligado.


Logo começamos a subir a serra até o Valle Nevado. O lugar é muito lindo, mas a estrada estreita e perigosa. Serpenteando pelas montanhas e sempre seguindo um vale com um rio abaixo eu achei o lugar perfeito...fiquei imaginando como seria com neve. Quando a estrada foi ficando bem alta em alternava entre as janelas pra filmar os abismos.


Depois de uns 40 minutos paramos num mirante com uma vista espetácular. Lá começamos a conversar sobre várias coisas e pela primeira vez (instigado pela Patrícia) comecei a dar uma pequena aula sobre orientação geográfica depois de encontrar um marco geodésico chileno. Batemos fotos, conversamos com um grupo de brasileiros mais velhos e depois seguimos para a parte mais alta.



Logo a vegetação perdeu espaço para a neve e se podia ver a mesma derretendo e se misturando com a terra. Fica horrível...um lamaçal. Mas lá em cima era neve pura...lindo. Paramos antes e tinha um trecho ao lado da estrada do tamanho de meio campo de futebol...coberto de neve, com um paredão de rocha atrás. Eles ainda não tinham visto neve no Chile...eu já estava de saco cheio depois do Villarica, mas a sensação de andar na neve é realmente muito boa.



Finalmente chegamos no Valle Nevado. A van parou no estacionamento (que não estava lotado) e antes de seguirmos para entrada da estação de esqui, voltamos um pouco na estrada para tirar fotos com a placa que tem o nome e a altitude do lugar. Este ponto é extramamente lindo...de frente tem uma cadeia de montanhas que me lembrou muito o filme risco total...era idêntico.



Na hora, numa parte mais acima tinha uma equipe de filmagens e eles decolaram de um helicoptero acima de nós...não pensei que fosse tão forte o vento e o helicóptero passou por cima da gente muito rente. Eu quase pensei que fosse cair no precipício!!!


Acenamos para eles e gritei: Brasil!!! E eles gritaram: Chile!!!! hehehehehehe...ai eu disse Bueno! Amigos então.


Fomos nos aproximando do hotel e a estrutura é gigante, parte dele fica na encosta da montanha. Olhamos a placa com os preços e tinha alguns poucos esquiando. Fiquei batendo fotos e conversando no deck. Quando fui ao banheiro a água estava quentíssima, pelando. Era impossível por a mão na água. Todos estavam reclamando.

Ficamos conversamos sobre lugares mal assombrados e sobre o filme o Iluminado. Depois fomos mais acima num lugar que estava bem escorregadio até chegarmos a um banquinho num mirante e lá as nuvens estavam passando por nós. Tinha um boneco de neve e fui até lá para tirar fotos e também tentamos montar um mas não se pareceu nehum pouco com o boneco de neve.



Demoramos mais do que o previsto e deu a impressão do guia estar puto, mas não estava. pegamos a van e fomos a outra estação de esqui em El Colorado. Este sim parecia um lugar mal assombrado...não tinha nada. Entramos na estação de esqui e os teléfericos todos parados e a única coisa que funcionava era uma máquina de limpar neve. Olhei para as casinhas e achei estranho que em algumas delas tinham pessoas atrás das janelas nos olhando. Comentei com os outros e eles sim pareciam fantasmas.


Fiquei olhando os cartazes promocionais para estudantes e as aulas de esqui e fiquei imaginando o local na alta temporada...deve ser show. Paramos num restaurante e entramos para ver o preço...era caríssimo. Resolvemos não comer e falamos para o guai que comeríamos na volta para Santiago.


Depois de El Colorado fomos para La Barza (acho que era este o nome). Um vilarejo de prédios e casas para os ricaços que vão passar a temporada na estação de esqui. Um apartamentinho ali ou um chalé daquele devia ser legal de ter...mais no momento o lugar era uma cidade fantasma. Pedi para parar na estrada para tirar fotos da cidade ao longe e foi muito legal, apesar do frio!!!



Ao voltarmos para Santiago já devia ser quase 2 da tarde. Paramos na agência e antes de irmos pro hotel fomos almoçar todos juntos na Pio Nono. Comi carne, arroz e batata frita o tal famoso Lhomo a Los Pobres. Depois fui para o hotel com a Patrícia, trocamos de roupa e fomos fazer câmbio. Pegamos instruções com a recpecionista do hostel e ela nos indicou uma rua no bairro da Providência.


Fomos até a praça Itália e pegamos o metrô. Chegamos na Providência e ficamos rodando atrás de casas de câmbio e achei os preços meio baixos em relação a Passeio Ahumada. Certa hora a Patrícia deu por falta do seu casaco vermelho que estava pendurado na bolsa dela...ela havia perdido ele. Começamos a rodar as ruas que tinhamos passado e olhar pras pessoas. Eu achei aquilo tudo uma perda de tempo...afinal o primeiro que visse aquele caso no chão iria pegá-lo.


Vendo que não veria mais o tal casaco ela começo um discuso sobre os países do primeiro mundo em especial o Canadá onde ela morava e tal e que se fosse lá o casaco estaria no mesmo lugar...e eu concordando só pra ela não ficar mais irritada...rsrsrsrsrs.


Passamos em frente a uma praça muito charmosa com uma cafeteria e para que ela se acalmasse paguei a ela e a mim tb um super café com brownie e ficamos conversando sobre o futuro, o meu e o dela e neste momento me achei tão longe do Brasil e me senti tão de férias...ainda falta uns 20 dias pros fins das minhas férias e ainda faltava tanta coisa pela frente...me senti super bem...queria que ainda faltasse um ano pra eu voltar ao trabalho, mas fiquei contente por estar ali.


Voltamos para a Bella Vista andando ao lado do rio Mapocho...passamos pelos chafarizes iluminados e dava pra ver as cordilheiras lá atrás. Ela foi para o hostel e eu fui para o pátio Bella Vista acessar a internet já que a do hostel estava com problema. Lá descobri que se fazia câmbio com um preço bem melhor do que o da providência...


A noite combinamos nossa saída com outros dois brasileiros para Valparaíso e Viña Del Mar no dia seguinte.

Dia 10 - 13/10/08 (segunda) – Santiago (definitivamente Santiago)


Acordei lá pelas 9:30 e chamei o Alejo para caminhar comigo. Fomos até o Mercado Central, não comi nada e depois basicamente andei pelos mesmos lugares que já havia andado. Por ser segunda-feira o centro estava mais cheio e deu pra ver o ritmo da cidade. Ë muito bom ver todo mundo indo pro trabalo e a gente andando lá sem fazer nada.
Conversamos muito, almoçamos no Burger King e depois voltamos pro hotel lá pelas 13h. Ele tinha que ir para o aeroporto pegar o avião de volta pra Argentina. Fiquei descansando e depois escrevi tudo o que esta escrito até agora.


A noite conversando com brasileiros, sugeriram que eu fosse a Valle Nevado e acabei combinando no hall do hostel nossa ida no dia seguinte. No mais fiquei de bobeira e conversando com muita gente. O albergue de Santiago por ser grande te permite encontrar muita gente de muitos lugares, o que é perfeito.

Dia 9 – 12/10/08 (domingo) – Santiago (a primeira impressão é realmente a que fica)

Acordei as 12:30h e elas não estavam no hotel. Não ia ficar lá esperando e resolvi sair. Fui para o zoológico e vi os animais. Como era feriado estava lotado. O zoológico fica numa encosta, do cerro San Cristoban. Não é grande e vi o que tinha que ver em menos de 1h. Perguntei como se chegava ao topo do cerro San Cristoban num quiosque de informações turísticas. A mulher disse que o ascensor estava fechado e que teria que subir 6km a pé ou dar a volta no morro por 6km para pegar o teleférico. Não quis saber de nenhuma das duas.


Passei no hotel de novo e na saída encontrei um colombiano que ia roda a cidade também (Williams). Fomos juntos conversando em direcao ao cerro Santa Lucia. De lá e achei o lugar legal e bonito. No topo do cerro saquei altas fotos. Umas garotas vieram falar comigo ao verem o guia do Chile na minha mão e queiram saber de lugares para conhecer, pois somente tinham este dia. Convidei para irmos conosco ao palácio presidencial e elas aceitaram.




Passei novamente pela praça de armas, desta vez tirando fotos. Entrei na catedral e passeamos todos pelo passeo Ahumada, a rua de comercio mas movimentada que tem. Tomamos um sorvete gigantesco e caminhamos até o palácio presidencial La Moneda. O lugar é bonito, mas não é grande como nas fotos e estava aberto a visitação, entramos e me pediram o passaporte e passei por detectores de metal. Lá dentro ficamos cerca de 15 minutos e saímos.




Trocamos e-mail, nos depedimos e peguei o metrô com o Williams de volta. Cheguei no hotel já umas 6h e fiquei um pouco por lá. No quarto fiz amizade com um argentino de Buenos Aires (Alejo) e marcamos de sair mais tarde para beber algo. Procurei pelas brasileiras e elas não estavam no hotel...deixei pra lá.


Saímos e fomos ate a praça Itália e ao bairro da Providencia. Achei o lugar bonito e bem chique, mas novamente, tudo muito vazio e me senti inseguro. Ele que já conhecia Santiago disse que era seguro e que não teria problemas, realmente não tivemos. Andamos para encontrar algum lugar para comer e perguntamos várias vezes por um Burger King, Mc Donalds ou algo do tipo e todos sempre diziam para andar mais. Quando vimos o McDonalds, ele estava fechado, a Pizza Hut entramos e disseram que já havia fechado. Olhamos o relógio e percebi que andamos por 1h conversando e que tudo já estava fechado.


Perguntei por algum lugar para comer a uma garota que estava passando por nós e com o meu portunhol ela percebeu que eu era brasileiro e falou que poderia falar português por que ela era brasileira e morava em Santiago. Ufa! Ela nos levou ate a uma pizzaria que ia encontram uns amigos e fomos também. Lá não sentamos juntos. Nos despedimos e comemos. Ao sair buscamos um táxi para ir ate a boate Fausto, andamos um pouco ate a porta de uma clínica e novamente encontrei brasileiros esperando um táxi tb!!!! Pegamos um e depois de 5 minutos estávamos na boate.


Pequena, com músicas que já foram sucesso no Brasil a uns 4 meses e com gente feia! Saímos de lá em 40 minutos. Fomos andando até o hotel e lá decidimos ir na Pio Nono para ver se tinha algo para fazer. Fomos em outra boate a Bokara e lá tb estava péssimo. Saímos em 30 minutos e fomos pro hostel dormir.

Dia 8 – 11/10/08 (sábado) – Santiago (a primeira impressão é a que fica)


Dormi toda a viagem...foi muito bom pegar um assento leito, por que pude dormir bem. Não vi nada entre Pucon e Santiago. Viajamos de madrugada e a região da Araucania assim como Temuco e Los Angeles passaram batidas. Lá pelas 8 horas da manhã, o cara da Turbus avisou que em 10 minutos chegaríamos. Nos deu um suco com bolo e pêssegos em calda e troquei minha camisa porque estava ensopado de suor.


Ao chegar em Santiago, a cidade pareceu muito a parte pobre de Buenos Aires. Pensei comigo, ainda vamos chegar na parte boa...mas não, derrepente chegamos no terminal e pronto. Todos em Pucon nos avisaram para não dar mole em Santiago, porque tinha muitos assaltos e tal. Não me pareceu perigoso na rodoviária. O terminal do metrô é dentro dela e antes de me despedir da Roberta e da Solange peguei o telefone para marcarmos de ir a Valparaiso e Viña Del Mar na segunda. Tipo...tão esperando até hoje.


Fui ao banheiro, coloquei as lentes, escovei os dentes e fui para o metrô. Comprei o bilhete e perguntei pela estação Balquedano, próxima do bairro Bellavista onde era o albergue. Peguei o metrô em direção a escola militar (linha vermelha) e tranquilamente desci na estação. Via-se que me olhavam e pensavam: "esse cara não é daqui". Achei o metro rápido, confortável, limpo, porém apertado demais. Não seria suficientes trens assim em São Paulo.


Desci na estação, atravessei o rio Mapocho e cheguei na Bellavista. Tudo fechado as 8 de sábado. Achei a cidade muito vazia e a sensação de segurança também não é grande. Entrei no hotel, tomei o café da manha e dormi um pouco antes de sair por volta da hora do almoço.


Já na hora do almoço quando sai do albergue os restaurantes estavam abertos na rua Pio Nono e caminhando descobri que eles dão bem na entrada do zoológico e do cerro San Cristoban. Resolvi caminhar para o centro e atravessei o rio de volta e passei pelo parque municipal. Me pareceu muito, mas muito com o bairro do Flamengo no Rio de Janeiro. Ainda assim, não me sentia seguro mas bem, pois tampouco levei a câmera junto comigo. Somente com o mapa nas mãos fui caminhando para o museu nacional de Belas Artes. Entrei no mesmo vi duas exposições e no hall principal vários artistas pintavam quadros ou outras coisas na hora e podíamos ver como faziam. Pude ver uma garota pintar um quadro com um pincel e me gostou como fazer, realmente tem que se ter talento.


Sai do museu e caminhando em direção a praça de armas encontrei com o casal de brasileiros lá do aeroporto de Buenos Aires!!!! (que mundo pequeno). Conversamos um pouco e depois me despedi. Fui em direção a praça de armas e ai sim me gostou melhor a cidade. Tudo aberto, muita gente nas lojas, muitos turistas e a praça lotada, com banda, artesanato e muitas crianças. Ali me arrependi de não ter saído com a câmera.


Fui passear em algumas galerias e depois voltei por um caminho alternativo. Estava cansado da subida do vulcão. Decidi ir para o hotel descansar pois queria sair a noite. No hotel perguntei se não haviam brasileiros por lá e haviam cerca de 20!!! Três garotas de Cuiabá estavam no momento e fui falar com elas para sairmos. Elas aceitaram e fiquei na recepção conversando com dois dinamarqueses e com uma mulher da Nova Zelândia. A mulher não falava espanhol, somente inglês e eles também não. Me esforçava muito para entender tudo, mas eles eram rápidos demais para mim. Nessa hora tive noção de como meu inglês é péssimo e meu espanhol regular (eu estou sendo bem sincero comigo mesmo).


Lá pelas 23h saimos e a noite foi rápida, já que os relógios adiantaram 1 hora devido ao início do horário de verão. Comemos um completo (o cachorro quente deles com molho frio...blergh) e depois fomos de boate em boate para ver como é. Na maioria a entrada é grátis e dão ate um drink para as mulheres. Acabamos ficando em uma que tocava rock ao vivo. Ao entrarmos parece que fomos a sensação do lugar. Todos de preto e eu com um casaco verde e elas de outras cores. Percebi que nas ruas também todos estavam de preto. Me lembrou São Paulo, com muitos emos, punks e gente bem alternativa. A música era boa e ao sair de lá, sai bêbado de tanta escudo que tomamos.


Fui para o hotel dormir e combinamos de nos ver no dia seguinte, para talvez ir a Valparaiso, disse que as ia esperar ate 11:30h, pois elas iam a fazer inscrição em um congressso.