sexta-feira, 29 de maio de 2009
Machu Picchu precisando de descanso?
Segundo a matéria, a trilha inca fica lotada e engarrafada! Bem, eu estive lá e realmente o engarrafamento ocorre, mas somente no quarto dia.
No primeiro você até ultrapassa aqueles grupos do pessoal mais velhinho e com muita gente. No segundo você tem momentos em que tem bastante gente, mas em outros é extremamente calmo e muitas vezes caminhei completamente sozinho! No terceiro então...horas sem encontrar ninguém.
Agora em Machu Picchu, realmente em alguns momentos é demais. Porém nada diferente do Cristo, para citar outra das sete novas maravilhas do mundo.
Vejam a matéria completa em:
http://www.extremos.com.br/Revista/GoOutside/48/
terça-feira, 24 de março de 2009
Roteiro, contatos e links importantes
ROTEIRO:
A melhor maneira de tudo dar certo é pesquisar bastante, mas também não deixar escapar certas oportunidades. No meu roteiro. Até Santiago eu reservei tudo do Brasil. De La Serena pra cima, deixei pra reservar por lá mesmo. os passeios, nenhum foi comprado do Brasil. Lá você vai ter a chance de comparar preços e escolher o que for melhor em termos de custo e horários.
Não recomendo contratar nada do Brasil.
O roteiro que fiz seguiu basicamente a planilha abaixo:
http://spreadsheets.google.com/pub?key=r
Visualizar América do Sul - 2008 em um mapa maior
É legal se planejar para estar em grandes cidades como Santiago nos fins de semana, ou estar em Cusco nos dias de festa.
= Albergues e Hotéis:
- Albergue em Bariloche: Las Moiras - www.lasmoiras.com / info@lasmoiras.com
Atendimento nota dez. Muito perto do centro cívico. Alguns quartos tem vista para o Nahuel Huapi e fica perto de tudo. Muito legal para bater papo com gente de tudo quanto é lugar do mundo.
- Albergue em Puerto Varas: Patiperros - http://www.jardinsa.cl/patiperros.htm /jardinsa@surnet.cl
Meio escondido no alto de um morro próximo a praça principal. A noite é estranho chegar na rua, mas a cidade não tem problemas. Atendimento simples, porém os quartos bem confortáveis e com boa cama.
- Púcon: Hospedaje Sônia - http://www.pucon.com/sonia/
Estava com um preço com valor um pouco acima, mas os quartos individuais valem a pena. Possui banheira com excelente água quente.
- Santiago: Bellavista Hostel - http://www.bellavistahostel.com / gonzalorodriguez@gmx.net
Hostel grande, com muita gente, muitos quartos. As vezes fica tudo congestionado. Banheiros, internet e café da manhã. Ótima localização, ideal para sair toda noite e voltar tranquilo. Muito bom pra conhecer gente.
- La Serena: Sem informação (hospedaria caseira)
A casa do velhinho parecia mal assombrada. E estava no guia do Lonely Planet.
- San Pedro de Atacama: http://www.corvatschchile.cl/
A recomendação acima é de um amigo. Não peguei o nome do hostel que fiquei. Tem vários lugares e os caras disputam os turistas ao chegarem no terminal.
- Puno: (não peguei o nome do hotel)
Hotel próximo a praça de armas é o melhor lugar pra ficar. Puno é feia e tem um ar de perigosa a noite. Procure ficar bem no centro.
- Cusco: Pirwa Hostels - www.pirwahostelsperu.com / +5584244315
Ótima localização, ótimo atendimento. Perto da praça de armas, McDonalds e do Mama África. Vale muito a pena.
- Lima: Pirwa Hostels - www.pirwahostelsperu.com / +5584244315
Da mesma rede do hostel de Cusco, porém com infra-estrutura menor. Fica em uma rua residencial e deserta de Miraflores. Mas é perto do agito. Sem problemas para andar a noite.
= Ônibus no Chile / Peru:
Chile:
- Tur-Bus: http://www.turbus.com/commerce/inicio.jsp
- JAC: http://www.jac.cl/pasajeros.htm
Peru:
- Linea: http://www.transporteslinea.com.pe/
- Cruz Del Sur: www.cruzdelsur.com.pe
- Mer - www.turismomer.com / reservaspuno@turismomer.com (oferece um tour especial de Puno a Cusco passando por sítios arqueológicos)
= Tours / outros:
- Cruce de Lagos Andinos (Bariloche): Turisur - www.bariloche.com/turisur / turisurventas@infovia.com.ar
Tudo excelente. Acho que é a única que tem pra comprar o serviço em Bariloche
- Subida do vulcão Villarrica e tours (Púcon): Turismo Florência - http://www.turismoflorencia.com/ info@turismoflorencia.com
Agência muito boa. O guia Carlos adora os brasileiros e o pessoal é muito atencioso.
- Valle Nevado (Santiago): Não anotei o nome, mas fica na Rua Dardignac, a mesma do Bellavista Hostel após cruzar a Pio Nono.
O cara era meio to nem ai, mas fez tudo o que prometeu.
- Reserva Humbolt e observatório Mamalluca (La Serena): Turismo Aventura Delfines - www.turismoaventuradelfines.cl / turismodelfines@gmail.com
Boa agência. O guia é profissional, sabe explicar tudo e foi muito atencioso. O tour pra reserva Runboldt contém um almoço na volta muito bom.
- Salar de Atacama / Geisers Del Tatio / Vale da Morte e Vale da Lua (San Pedro):
Atacama Connection - http://www.atacamaconnection.com / Calle Caracoles, 205 - tel: 851954
Em São Pedro, as agências meio que se juntam e você acaba contratando uma e indo pela outra. Nos três tours, todos os guias foram bons e explicaram tudo muito bem.
- Salar de Yuni / Travessia para a Bolívia (San Pedro):
Pamela Tours - Calle Tocopilla, 405
pamelatour@sanpedrodeatacama.net / pamelatour2@hotmail.com
Não fiz este tour, mas fica como referência. Amigos meus fizeram e elogiaram.
- Ilhas de Uros / Titicaca (Puno): Jumbo Travel - www.jumbotravelpuno.com
Contratei esta agência por recomendação do Moises (trilha Inca). O tour foi razoável. Achei meio rápido e o guia era legalzinho.
- Vale Sagrado / Olhataytambo / Outros (Cusco): Qorianka Tours - www.qorianka-tours.com / qorianka-tours@hotmail.com
Muita correria, o vale sagrado + Olhataytambo + visita ao tear em apenas um dia é muito corrido. O guia praticamente nos jogou de um lado pro outro. Não gostei muito, mas vi tudo o que tinha que ver. fiquei sem resposta pra várias coisas interessantes...
- Trilha Inca: Ver post Planejamento e Gastos
= Sites legais para consultar:
- http://www.vamosparabariloche.com.br/ (portal para brasileiros que querem visitar Bariloche)
- http://www.catedralaltapatagonia.com/ (portal do cerro catedral)
- http://www.cruceandino.com/ (informações sobre o cruce de lagos)
- http://www.cuscoperu.com/index.php
- http://www.turismoboliviaperu.com/paging/peru/puno.php
- http://www.inc-cusco.gob.pe/2.0 (reservas e informações oficiais da trilha inca)
- www.dirceturcusco.gob.pe (site de turismo de Cusco)
- http://cosituc.gob.pe (boletos para os sítios arqueológicos)
- http://www.enjoyperu.com/guiadedestinos/lima/intro/index2.htm
- www.sorojchipills.com (contra o mal de atitude)
- www.perurail.com (trens no peru)
Planejamento e Gastos
Fazer uma viagem por 30 dias de Mochila, passando por mais de 10 cidades não é fácil. Basicamente o planejamento é o seguinte:
= 8 meses de antecedência:
- Reservar trilha Inca
- Tirar passaporte (caso não tiver)
- Vacinação contra febre amarela (cartão amarelo internacional)
= 3 meses de antecedência:
- Comprar as passagens aéreas
= Último mês:
- Ir num médico e pegar receita dos remédios que vai usar
- Comprar roupas de frio
- Comprar mochila
- Reservar albergues e hotéis
- Fazer compras básicas necessárias
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Cruce de Lagos:
Ouvi muita coisa antes de ir e acabei não conseguindo contato com a empresa. Em Bariloche comprei tranquilamente na agência Turisul na rua principal.
Realmente são 150 dólares!!!! Mais vale muito a pena.
www.bariloche.com/turisur - turisurventas@infovia.com.ar
Calle Mitre, 219 tel: (02944) 426109 / 426110
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Trilha Inca:
Eu escolhi o Moises, mas muitos brasileiros fazem com a Marisol. O serviço do Moises foi impecável. Existem vários depoimentos no orkut dele de outros brasileiros também.
= Contatos:
- Moises Tito Choque - Peru Bersport
cuscoperubergsport@yahoo.es
orkut: Moises Tito Choque
MSN: perubergsport@gmail.com
tel: 005151369140 / 005151951834021
- Marisol (Não sei os contatos)
= O que é importante saber:
- Verifique no site http://www.inc-cusco.gob.pe/2.0 a quantidade de vagas para o dia que você quer a trilha.
- Você terá que fazer o pagamento de pouco mais de 50% do valor da trilha na hora da reserva (US$ 150,00)
- O restante do valor você paga ao guia antes de iniciar a trilha (US$ 130,00) - Total US$ 280,00
- Este valor é para adulto!
- Especifique bem qual das 5 trilhas você quer contratar. Eu fiz a trilha número 1 (clássica) de 4 dias e três noites. Muita gente faz a Salkantay, maior e mais difícil.
- Informe nome completo e passaporte pra ele fazer a reserva
- Ele vai te informar o nome completo e um documento. Procure uma agência (ou faça pelo site mesmo - www.westernunion.com) da Wester Union e deposite o valor neste nome. E pegue o comprovante. Por e-mail envie o comprovante a ele (nem foi necessário).
- No site da Western Union, você pode tirar a comprovação de que a pessoa sacou o dinheiro.
- Aguarde para que ele te envie a comprovação da reserva para o dia e mês que você combinou. É um documento scaneado do controle da trilha. Nele vai constar o número da trilha, seu passaporte e os outros integrantes do seu grupo. O documento é esse:

- Verifique alguns dias depois no mesmo site se seu nome consta na lista de ingressantes para o dia combinado.
OBS: Se seu nome não aparecer neste site...é furada! O controle lá é bem rígido.
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Gastos:
Foi difícil prever o quanto eu gastaria viajando por 30 dias. Somente após a viagem pude fazer um balanço (mesmo assim impreciso) sobre o quanto gastei. Na verdade é que quando cheguei em Santiago já tinha perdido as contas.
1 US$ = R$ 2,00 a R$ 2,40 (foi no início da crise financeira de 2008)
1 US$ = 600,00 a 6230,00 pesos chilenos
1 US$ = 2,20 pesos argentinos
1 US$ = 2,00 soles
= Custo total:
R$ 1.000,00 - Passagem (São Paulo - Bariloche / Lima - São Paulo)
R$ 700,00 - Compras antes da viagem
R$ 300,00 - Trilha Inca (metade da trilha - O outro valor paguei com os dólares) R$ 300,00 - Passagem aérea entre Cusco e Lima R$ 2.400,00 - Valor que troquei e levei em dólares (US$ 1.200,00) R$ 500,00 - Gastos em cartão de crédito
R$ 5.200,00 - Total gasto aproximado
OBS: Muitos gastos foram diluidos pois foram comprados com antecedência ou porque foram parcelados antes ou depois da viagem. Efetivamente na viagem só gastei os itens em vermelho (R$ 3.500,00)
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O que não pode faltar:
= Úteis:
- Uma boa mochila (45 litros ou maior) - Deuter (www.deuter.com.br)
- Lanterna (se possível de prender na cabeça - É muito importante na trilha Inca)
- Câmera fotográfica (cartão de 2gb) - A medida que enchia eu gravava um DVD
- Carregador de pilhas
- MP3
- Pendrive (para escrever o blog e guardar fotos)
- Pilhas recarregáveis (4 pares - 2 AA e 2 AAA)
- Sacos impermeáveis para documentos
- Saco de dormir (para aguentar - 10º ou - 15º)
- Boné
- Óculos escuros
- Remédios (enjôo, dor de cabeça, tylenol e outros básicos) - Pegar receita com um médico
- Band-Aid
- Escova de dentes / pasta / desodorante / perfume / tesoura pequena / pente
- Documento com contatos no país e endereços de embaixadas e consulados / como ligar a cobrar
- Documento com endereços de hoteis e dicas da internet
- Passaporte
- Carteira de Habilitação
- Carteira de Identidade
- Cartão de Vacinação contra Febre Amarela (Internacional - Amarelo)
- Xerox do comprovante da trilha Inca
- Xerox das reservas de vôo
- Xerox das reservas de albergue
OBS: Xerox de tudo em local separado, caso perca ou seja roubado.
= Compre por lá:
- Protetor solar em spray
- Repelente em spray
- Gorro
- Poncho e Pantalones (Capa e calça para chuva) - É importante!!!!
- Cajado - É Importante!!!!
- Papel higiênico
= Roupas (considerando 30 dias):
OBS: Se estiver em São paulo, procure a loja Decathlon, tem muita coisa barata e boa lá! (www.decathlon.com.br)
- Casaco quente (termoflex trilhas e rumos)
- Segunda pele (calça e camisa)
- Anorak
- Bota Timberland impermeável - Importante para a trilha - Não pense em fazer de tênis
- Sandálias
- Tênis básico
- Calça tactel
- Calça jeans
- 4 pares de camisas básicas
- 6 cuecas
- 6 pares de meias (duas delas especiais para caminhada)
- Toalha pequena
- Luvas
OBS: Eu fiz um bolso interno na calça jeans onde todo o dinheiro ficava lá. Achei melhor do que o porta dinheiro e documentos do cinto.
Eu evitei ver qualquer foto de Machu Picchu antes da viagem. Quando consultava os sites não olhava as fotos...hoje em dia tem tanta informação de tudo que você acaba perdendo a graça se ver as fotos antes.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Dicas nas cidades
Neste post vou colocar de forma resumida o que você não pode perder em cada uma das cidades do roteiro que fiz. Não tem tudo, mas acho que sõa os pontos principais para se ver em cada lugar.
OBS: Sempre nos albergues tem mapas das cidades!
= BARILOCHE (4 dias):
- Cerro Catedral: Melhor estação de esqui de Bariloche, imperdível. Pegue um ônibus no centro de Bariloche (Vila Catedral), lá escolha o teleférico principal e vá até o topo mais alto onde tem a bandeira da Argentina. A vista é linda!!!
http://www.catedralaltapatagonia.com

- Cerro Campanario: A melhor vista de Bariloche, pro lago Nahuel Huapi, Perito Moreno e outros;
- Cerro Otto: Possui um restaurante giratorio e fica mais perto da cidade (Não fui);
- Circuitos Grande ou Chico: Pegue uma bike e passeie pelas estradas próximas a cidade, as vistas para o Nahuel Huapi são imperdíveis. Ou pegue um ônibus e siga até Puerto Panuelo. É de lá que saem os catamarãs para o Cruce de Lagos;
- Chocolates: Não deixe de visitar as várias casas de chocolates da cidade;
- São Bernardos: Tirar fotos com eles chegam a custar 40 pesos! Mas brincar com eles é de graça;
- Cruce de Lagos: É caro, mas é a opção mais fantástica ao se atrevssar pro Chile.
= PUERTO VARAS (fique de passagem):
- Osorno: Visite a base do vulcão Osorno (Não fui);
- Puerto Varas possui um Cassino perto da praça central.
= PÚCON (2 a 3 dias):

- Villarica: Subir até a cratera do Villarica é a principal aventura de Púcon. No verão é mais fácil.
- Termas: Ir em uma das termas com águas aquecidas vindas diretamente do subsolo da base do Villarica.
- Tour pela zona: Cahcoerias, lagoas e vistas fantásticas do Vulcão.
- Pucon também tem um Cassino!
= SANTIAGO (3 a 4 dias):

- Visite os museus, espalhados entre o centro e o bairro da BellaVista;
- Vá ao Cerro Santa Lúcia e ao Cerro San Cristóban;
- Visite o zoológico no Cerro San Cristóban;
- Vá a casa de Pablo Neruda na Bella Vista;
- Visite a Praça de Armas, a Catedral e o Palácio presidencial La Moneda (veja os dias de troca da guarda);
- Ande de metrô!
- Passeie pelo centro domingo de manhã (é cheio);
- Tome sorvetes nas sorveterias do centro (tem uns gigantes)
- Faça um tour até a estação de esqui de Valle Nevado (vale muuuuito a pena);
- Aproveite a noite de Santiago!
- Visite os bares da providência e Bella Vista (Pio Nono).
- Se der vá a uma vinícola (tem tours). Eu não fui.
= VALPARAÍSO / VINA DEL MAR (1 dia):

- Não deixe de andar nos ascensores...é muito legal;
- Visite a área perto do porto;
- Visite a casa de Pablo Neruda;
- Em Vina Del Mar, vá a praia e curta o Pacífico;
- Existe um mirante na estrada litorânea, uns 10 km após a cidade que vale muito a pena!
= LA SERENA (1 a 2 dias):

- Não deixe de conhecer os observatórios astronômicos;
- Vá até Vichuna e visite o Vale de Elqui;
- Vá até a praia e visite o farol.
= SAN PEDRO DE ATACAMA (2 a 3 dias):
- O Salar de Atacama deve ser visitado no fim do dia (o por do sol é lindo);
- Valle da Morte e Valle da Lua;
- Geiser Del Tatio (muuito bom);
- Gaste uma grana num restaurante de San Pedro (especialmente se tiver música ao vivo - você vai se sentir em outro planeta);
- Se quiser, pegue um toru até o salar de Yuni e vá para La Paz!
- Não deixe de tirar uma foto com o Licancabur;
- Visite o museu (se tiver grana sobrando)
- A igrejinha da cidade também é legal.
= ARICA / TACNA (só passagem)
= PUNO (2 dias):

- Visite as ilhas de Uros no Titicaca;
- Ande pelo centro da cidade e vá na praça de armas;
= CUSCO (o máximo de tempo que puder):

Cusco é a cidade!
http://www.cuscoperu.com
- Visite a catedral, a igreja da companhia de Jesus, os vários museus que tem por lá;
- Vá ver a pedra dos 12 ângulos na base do antigo palácio Inca e os outros conjuntos de pedra formando a serpente e o puma;
- Vá ao mercado Municipal e tome um suco de frutas;
- Beba nas várias boates da cidade (que ficam no entorno da praça de armas) toda noite!!!
- Caminhe pelas ruas de Cusco (é muito bom);
- Dedique um dia para conhecer o Vale Sagrado e Olhataytambo;
- Nem preciso dizer: Vá a Machu Picchu, seja pela trilha ou de trem mesmo.
- Visite as várias lojas de artesanatos e compre lembranças pra todo mundo.
= LIMA (2 dias):
Apesar de ser a capital, não encontrei muitos atrativos em Lima.
- Vá no centro da cidade, visite o básico e caminhe para sentir a cidade;
- Fique em Miraflores, vá nos shoppings e caminhe pelos bairros nobres.
- Agora sim, vá aos cassinos!!!
- Aproveite como em qualquer cidade grande para ir ao cinema e etc.
- Vá na praia descendo o barrancão que tem no litoral de Lima
sábado, 29 de novembro de 2008
Dia 31 – 03/11/08 (segunda) – Back to Brasil
Acordei depois das 10h (dormi muito) e logo depois o Andreas chegou...fomos tomar café e acabamos almoçando num restaurante e depois fomos pro shopping...depois pegamos um táxi e fomos pro centro da cidade...conhecemos tudo por lá e voltamos pra Miraflores e pro shopping que tem bem na praia. Meu dinheiro definitivamente tinha acabado e o que eu tinha era pra pagar a saída do país (100 soles) e o táxi. Como já era noite e estávamos morrendo de fome propus a ele tentarmos a sorte no cassino.
Entramos no Atlantic City, trocamos o dinheiro por fichas e depois de comermos, bebermos e fumarmos de graça ganhamos 4 vezes mais o que apostamos!!!!!
Saímos de lá e fomos comer no bembos hamburguês...voltamos andando pro hostel, peguei minha mochila e chamamos um táxi pro aeroporto. Chegando lá, fomos pegar sua mochila no locker e cada um foi pro seu guichê. Fiz o chek-in rapidamente e o dele demorou muito! Fiquei esperando e conversando.
Depois fomos pro embarque e resolvemos que ficaríamos bebendo no restaurante lá dentro. Como ele tinha mais grana, pagou 75% da conta e ficamos bebendo muito....nos despedimos e cada um foi pra sua fila de embarque. Entrei no aeroporto depois do cara me fazer umas perguntas suspeitas e ter olhado várias vezes meu passaporte, mesmo já tendo passado da imigração.
Entrei no avião e depois de ir no banheiro a aeromoça veio me perguntar se eu tinha bebido...disse q sim, mas só um pouco e ela disse que não me daria nada alcólico no vôo.
Dia 30 – 02/11/08 (domingo) – Lima
Enfim...o ponto final da viagem. O ponto alto ficou em Machu Picchu e Lima foi só um bônus.
Levantei cedo, e depois de mandar a roupa pra lavar fui ver a corrida de F1. O Luis Hamilton estava disputando o título com o Felipe Massa no GP do Brasil e na sala de TV tinha um inglês vendo! Ficamos falando sobre a corrida e vibrei quando na última volta o Felipe estava ganhando, mas no final deu Hamilton e ele ficou me zoando. Sai e fui comprar algo no supermercado pra comer.
Voltei e fiquei de bobeira depois fui rodar Miraflores...ai sim conheci todo o lugar. Achei muito bonito e mais uma vez me deparei com o Pacífico. O litoral de Lima é um grande barranco e a praia fica lá embaixo. Não tive saco de ir até o centro sozinho...ia esperar o Andreas chegar amanhã mesmo sendo o último dia.
Dia 29 – 01/11/08 (sabado) – De Cusco a Lima
Inevitavelmente acordei um pouco mais tarde...depois de 4 dias uma cama faz muita falta. Fui tomar café, arrumei tudo e dei uma rodada na cidade pra comprar os últimos presentes que faltaram.
Depois chamei um táxi e fui pro aeroporto pegar o vôo pra Lima. O vôo levou 1 hora mais ou menos, fui conversando com uma senhora holandesa sobre o Brasil e chegando em Lima peguei um táxi do aeroporto até Miraflores. Achei caro, mas era mais seguro e era longe!!!
Em Miraflores, dei uma boa descansada e depois fui rodar pelo bairro, mas não fui muito longe. Fiquei no hotel vendo tv e na internet e depois fui dormir. Ia explorar Lima no dia seguinte.
Dia 28 – 31/10/08 (sexta) – Machu Picchu (Hipnotizado por este lugar)
No último dia, acordei dez minutos mais cedo, ou seja 4:20 da manhã...fiquei pelo menos este tempo pra conseguir colocar as lentes dentro da barraca com a ajuda de um espelho e do Andreas segurando a lanterna. Descobri que fui o único que consegui dormir seco, pois de madrugada chuveu muuuuito e fiquei realmente preocupado de no dia mais importante não podermos aproveitar nada!
Tudo foi meio corrido, vi que já tinha grupos saindo pra trilha de madrugada e que a gente tinha que correr tb senão a porta do sol ficaria lotada. Eu preocupado com minha lerdeza nas descidas perguntei se havia muitas e o guia disse que sim. Combinei com ele de arrancar na frente e que depois eles me alcançariam... ele disse tudo bem e sai batido sozinho na trilha. Estas últimas duas horas de caminhada são um saco, porque ao contrário dos outros dias em que parece não haver ninguém no caminho este dia é totalmente engarrafado!
Na minha pressa, passava na cara dura um monte de gente...e algumas vezes achava que eles estavam andando lentos demais ou eu é que estava bem demais, não sei! Só sei que havia tomado dois tylenol, um antes de dormir e outro ao acordar além de recompor todos os band-aids que tinham nos dedos dos pés e me senti novo em folha.
Só sei que andei tanto, mas tanto q me vi junto ao primeiro grupo...porque não via mais ninguém pra frente da trilha...até que junto a este grupo começou uma subida suspeita que não estava na programação do dia...
A subida foi crescendo e crescendo e virou um subidão...e tb foi igualmente horrível...ou seja...todos os dias tem subidas péssimas, até o último, neste é até pior, pois o caminho fica quase 90º graus, um paredão de degraus q tem que subir com a mão e nem é bom olhar pra trás...eu subi curvado pro peso da mochila não me levar pra trás e no fim da subida vi que já tinha era muita gente numas ruinas e todo mundo olhando em uma direção...quando vi...era Machu Picchu!!!!!
Linda, envolta pelas nuvens...creio q neste momento fiquei vendo ela por somente 30 segundos. Depois de uns 30 minutos chegou o meu grupo e era impossível ver Machu Picchu. Continuamos a descida e continuei na frente do grupo...quando cheguei na porta do sol achei a imagem fantástica...fiquei parado olhando a cidade como que embasbacado!
Vi q o Andreas vinha atrás de mim e logo depois os mexicanos, ficamos tão empolgados que fomos além do permitido com mochilas e quando o guia chegou nos orientou voltarmos e irmos para a entrada do parque.
Carimbamos o passaporte, deixamos as mochilas no guarda-objetos, compramos água e ficamos esperando o Roberto resolver algumas coisas. Liguei para casa e entramos na cidade finalmente.
As primeiras duas horas seguimos o Roberto nos explicando cada lugar da cidade...fiquei ansioso por tirar algumas fotos mas depois vi que teria muito tempo e ai voltar em cada lugar novamente. Depois de tudo explicado ele pediu que escrevêssemos algumas palavras sobre o serviço da agencia, entregou os tickets de trem e depois se despediu de nós.
Exceto os americanos que se desligaram completamente da gente, fomos todos a entrada de Wanna Picchu. Eu de ante-mão disse que não iria subir, porque ao contrário dos demais só tinha este dia
Acabei retornando em todos os pontos da cidade, analisamos cada lugar, falamos sobre as pedras, sobre a cultura, especulamos o que devia ser isso ou aquilo e pegamos carona em algumas explicações de guias próximos. Voltei na porta em que o Che Guevara tirou sua fotoe registrei a minha. Depois fomos até o templo do sol e depois até a parte alta onde ficamos sentados observando a cidade por 1 hora. Aproveitei e deitei na grama e dormi um pouco...aproveitando a energia do lugar.
Por volta de duas horas começamos a ir pra saída da cidade. Pegamos nossas coisas e depois compramos o ticket do ônibus. Em águas calientes, paramos em um restaurante e comemos devorando a comida de tanta fome que tínhamos. Ficamos bebendo cerveja também e aproveitei para gravar minhas fotos para todos
Chegando em Olhataytambo depois de 3 horas de trem junto com os americanos, vi que era dia de halloween e ao contrário do Brasil as crianças estavam como nos EUA vestidas de monstros e pedindo doces...os estrangeiros tb aproveitaram e vi muitos deles com máscaras comemorando a festa.
Ao chegar em Cusco vi muita gente fantasiado e muitas boates enfeitadas pro halloween...queria muito ir, mas estava muito, muito cansado...eu não conseguia subir direito um degrau de tanto dor nas pernas. Resolvi me enfiar na cama e ir dormir.
Dia 27 – 30/10/08 (quinta) – Trilha Inca (terceiro dia)
No café o guia nos perguntou como dormimos, todos disseram que mal e ele nos revelou que o acampamento está em cima de um antigo cemitério!!!! Ainda bem que o aviso foi feito depois de termos dormido, por que em hipótese alguma eu ai conseguir dormir naquele lugar!!!
Começamos o que seria o dia mais tranqüilo, o maior em kilometros, o que teria mais sítios arqueológicos no caminho e o com menos subida. E sim, foi em parte isso pela grande descida do final para o acampamento e pelo início do dia! Durante o trajeto inicial tivemos uma subidinha boa...que também não é tão fácil, mas muito menos difícil do que a do segundo dia...porém ao chegar neste 3º passo eu estava igualmente cansado e disse que ele tinha mentido pra gente dizendo que as subidas acabaram....ele só ria da gente!
Este terceiro passo deve ser uns
Ao passarmos no topo de uma montanha avistamos águas calientes...estava muito perto!!! E logo depois por trás de umas montanhas o topo do Wanna Picchu. Machu Picchu estava por detrás de algumas montanhas....muito perto!
Depois de visitar um último sítio, avistei o quanto de descida tinha e fiquei realmente pra trás...só o guia ficou atrás de mim e estranhamente por várias vezes vi que ele não se aproximava, deixava eu caminhar sozinho...isso foi bom...porque eu pude refletir muito neste dia...pensei bastante e passei por trechos sozinho....como uma escadaria dentro de uma caverna e trechos de ponte que estavam construídas por que o caminho desabou no abismo, além de algumas cachoeiras, uma delas bem grande.
No fim, o guia se aproximou e me passou...me disse o número do acampamento e fui sozinho os últimos metros da trilha...chegando lá desabei na barraca e o Andreas fiqcou curtindo com a minha cara.
A janta foi super generosa, com frango, pimentão recheado, batatas coradas, legumes, arroz e tudo estava muito bom!!! Aliás por todos os dias!!! Depois da janta fomos lá pra fora em uma reunião com os porteadores onde falamos algumas palavras de agradecimento por cada país e demos uma gorjeta pelos serviços. Tiramos fotos juntos e voltamos para jogar cartas! Depois, combinamos o planejamento do dia final e fomos dormir.
Dia 26 – 29/10/08 (quarta) – Trilha Inca (segundo dia)
Choveu desde a noite de ontem até o amanhecer de hoje. Troquei de roupa, sai da barraca e foi tudo muito rápido, em 40 minutos, já estava na trilha. Antes deixei que os americanos colocassem o que quisessem na minha mochila e eu fiquei sem nada pra carregar...isso salvou o meu dia!
No início foi legal, mas começamos a pegar uma subida forte, muito forte. Neste dia começamos a avistar outros grupos e paramos em um posto de controle para descansarmos. Depois retomamos a subida e entramos em uma área de vegetação forte com muitos degraus.
Comecei a subir muito devagar, passo a passo e fiquei perto dos americanos, conversando no que dava. Neste dia estava sem lente, o suor caia nos meus olhos e ardia a vista. Em uma das tiradas do óculos do rosto, a haste quebrou...putz. Tive que emendar com band-aid. Continuei subindo e depois a parte de vegetação se abriu um pouco ao entrarmos em um vale. No topo da montanha estava o 2º passo, o da mulher morta a 4.215m e teríamos cerca de 2 horas pra subir tudo...incrivelmente peguei um fôlego e usei um exercício q o guia ao subir o villarica me explicou...que a subida tem que ser cadenciada, em um mesmo ritmo, passo a passo...digamos eu contava de batidas do cajado e dava uma respirada forte...não sei se foi por isso, mas eu e o Andreas começamos a nos distanciar do restante do grupo e rara foi as vezes que pude prestar atenção na paisagem durante a subida, pois minha concentração foi grande.
Eu estava ficando cada vez mais exausto e a cada virada que eu avistava mais subida eu me desesperava dizendo q não ia conseguir...pra piorar, a garoa que caia virou chuva e tive que colocar o poncho que era uma merda e me molhava de todo o jeito. Depois de um tempo desisti do poncho e coloquei o mesmo dentro do meu anorak na minha frente e comecei a andar...nisso todos já estavam pra trás...comecei a caminhar sozinho e como estava adiantado parava com mais freqüência pra admirar o caminho e descansar. As montanhas eram enormes e lindas. Parecia que eu estava dentro do elo perdido. Quando cheguei no lugar do acampamento, fiquei quase dez minutos sentado esperando o restante do pessoal, o que foi ótimo, porque quem chegava por último andava mais devagar, mas descansava menos...vi q o negócio era dar tudo quando o terreno era plano ou quando me sentia bem e depois administrar a “vantagem” no restante do tempo.
Depois do descanso de todos, parti na frente com o Andreas para a pior parte do dia...a chuva ia e vinha e já estava pouco me importando com isso, eu estava completamente molhado. Essa parte é realmente a mais difícil...mas incrivelmente usando a minha técnica de concentração, conseguimos ir em um bom ritmo até os
Desabei e fiquei lá sentado muito cansado...realmente andar nessa altitude é totalmente diferente, apesar de não estar passando mal nem nada.
O guia parabenizou a todos (os americanos chegaram uma meia hora depois) e descansamos um pouco mais neste lugar...havia muita nuvem e fazia muito frio!!! O restante do dia era escadaria pura para baixo. Incrivelmente foi ai que senti que teria problemas...pra mim foi muito mais difícil de descer do que subir...meu problema no joelho voltou a incomodar e usei muito o cajado...os degraus eram totalmente diferentes e escorregadios por causa da chuva....meu ritmo ficou lento e todos me passaram exceto os americanos e por várias minutos caminhei sozinho o que foi ótimo.
Chegamos no acampamento e ali ficaríamos por toda a tarde e noite, não íamos mais andar neste dia...comemos e ficamos conversando sobre tudo, sobre nossos países, política, idiomas, tudo. Depois a noite, começamos a questionar histórias ao Roberto sobre os outros grupos e coisas sobrenaturais tb. Pra que fizemos isso...ele nos contou cada coisa de arrepiar e após a janta nem fui até o banheiro, que ficava a uns
Dia 25 – 28/10/08 (terca) – Trilha Inca (primeiro dia)
Depois de 20 dias após o fim da viagem, volto a escrever o blog...vou tentar me lembrar de tudo, é que depois da trilha Inca, tudo ficou corrido e não consegui colocar mais nenhuma linha no papel.
Lembro de acordar no horário e esperar o guia com minhas coisas na recepção do hostel, ele também chegou pontualmente e fomos andando até a praça de armas onde o microônibus estava parado já com todos os integrantes do grupo. Entrei no ônibus, dei bom dia a todos e ninguém respondeu...já achei estranho!
Fomos para Olhataytambo e chegando lá paramos em um mercadinho para comprar comida, comprei água e chocolate e finalmente puxei papo com o Australiano q estava no grupo, Andreas. Ficamos conversando de boa, ele foi muito legal...depois seguimos viagem até o km 82. Chegamos em um grande pátio onde estava parado vários outros microônibus de outras agências, e todos se preparando para a subida. Cheguei na sacada e já pude ver a fila de porteadores para pegar autorização para a subida. Não íamos passar por aquilo. O nosso posto de controle estava mais a frente ao lado da famosa pontezinha pelo rio Urubamba.
O guia nos deu um protetor para ficar embaixo do saco de dormir e achei aquilo uma droga, pois era mais uma coisa a carregar. Passamos protetor solar, o tempo não estava firme e seguimos para entrada da trilha. Antes paramos para a foto na placa do caminho Inca e ao nos posicionarmos ficamos no meio de um enxame de abelhas, um bem grande...o guia nos disse para ficarmos parados e eu fiquei imóvel...todo aqule zumbido a minha volta, até q aos poucos elas se foram e nem tocaram na gente!
Tiramos a foto, pegamos nosso passaporte, o ticket q ele nos deu e passamos com um pouco de demora pelo controle. Ficamos esperando o guia do outro lado da ponte e conversando com outros que iam subindo. Depois de uns 20 minutos começamos a subida.
No início, tudo tranqüilo, a trilha segue pelo vale, próximo ao rio a esquerda e numa altitude baixa sem problemas, o ritmo é rápido pois o terreno é quase plano! Parávamos pra descansar de 45 em 45 minutos e após algumas subidas mais íngremes. Passamos por algumas casas com mulheres e crianças no quintal e alguns animais, como cachorro, galinhas e ovelhas. O almoço foi em um lugar plano e com uma vista espetacular de montanhas, algo incrível. Fiquei conversando com os mexicanos e só os americanos não se enturmaram. Na parte da tarde, paramos em uma placa com todo o trecho de altitude do caminho inca e o guia nos explicou o quanto subiríamos. Tipo, eu já estava cansado mas quando vi o quanto tínhamos que subi, vi q o dia seguinte seria terrível. Paramos em algumas ruínas e o guia foi nos explicando tudo.
No fim do dia próximo ao acampamento me deu uma preguiça de andar e cheguei por último...eu tava com as pernas que não me aguentava e também já estava chuviscando um pouco mais forte. Quando chegamos no acampamento, as barracas já estavam todas montadas e o lanche da tarde servido. Comemos e ficamos até o jantar conversando na tenda. Havia banheiro e também uma mulher vendendo chocolates e outras coisas. O guai sugeriu a possibilidade de contratarmos carregadores somente para amanhã para as nossas mochilas. Ele nos deixou a sós e ficamos discutindo a relação custo-benefício e achamos por bem contratar três carregadores pelas seis pessoas.
Dia 24 – 27/10/08 (segunda) – Cusco (Preparativos pra trilha Inca)
Acordei puto as 9 com um americano e uma espanhola que estavam conversando quase aos berros na porta do meu quarto. Sai do quarto com uma cara de nenhum amigo! E fui me trocar. Fui numa lan house gravar fotos e enviar pro orkut e depois saquei dinheiro. Fui na agência comprar a passagem pra Lima ou tentar trocar meu vôo com saida de Lima para saida de Cusco.
O cara da agencia era muito lerdo e aquilo me estressou. No fim minha passagem não poderia ser mudada, pois pagaria muito caro. Resolvi comprar a passagem cusco-lima de avião. Não queria mais andar de ônibus no Peru.
Fui comprar presentes para todos e voltei no mercado municipal e nas lojas de artesanatos para turistas. Cusco é um lugar bem legal para se comprar coisas artesanais. Depois almocei por volta das 13h, voltei pro hostel e resolvi adiantar bem o blog ja que ia descansar mesmo hoje.
A noite fiquei de bobeira na praça de armas e depois fui dormir. No dia seguinte estaria na trilha inca.
Dia 23 – 26/10/08 (domingo) – Vale Sagrado (Entendendo os Incas e se divertindo em Cusco)
Sai 15 pras 8 pra tomar café e quando voltei ja tinham passado pra me buscar pro tour do vale sagrado. A menina da recepção correu comigo até a praça de armas e achou a mulher da agência que me encaminhou a outra praça onde fiquei esperando o ônibus junto com outros turistas. Enquanto estava na praça notei que não estava bem...acordei meio mal do estomago e quase cancelei o passeio, mas resolvi encarar.
Entrei no ônibus e já estava lotado. A conta certa, sentei ao lado de uma velha que era um saco. Ela falava em um espanhol incompreensivel e a toda hora queria me dizer algo e ainda por cima era super espalhafatosa. Alias todos no Peru parecem sentar largados. O guia perguntou o nome e a nacionalidade de cada um e fez umas piadas.
Fomos primeiro ao vale sagrado, o ônibus subiu, subiu e subiu e eu me aguentando de tão mal que estava. Era o famoso Soroche. Quando desci no mirante, mas gente pedindo pra comprar coisas e eles falam de um jeito que parece que estão sofrendo, implorando e são muito insistentes! Tirei fotos, o cara disse que o rio lá embaixo era o Amazonas, nao acreditei e deixei pra lá....depois procuro saber sobre isso.
Paramos numa feira de artesanatos e quando entrei um garoto me deu um chá de coca...aquilo teoricamente é bom pro estomago, mas acho que não ajudou em nada, além de que o gosto nao é dos melhores. Dois brasileiros vieram bater papo comigo e com todos que encontrei sempre bati papo, mas neste dia eu tava péssimo e fiquei completamente monossilábico com eles...devem ter me achado antipático, mas é que não conseguia ficar bem. Voltamos pro ônibus e quando a velha entrou ela estava comendo um milho, nossa, aquele cheiro acabou por embrulhar o meu estomago.
Quando levantei da cadeira pra ela passar soltei um: Ah não, dios mio! Que várias pessoas entenderam e riram. O cheiro era horrivel, ela comia de boa aberta...pensei comigo, só podia ser peruana.
Quando chegamos em urubamba para o almoco, corri pro banheiro. Nao aguentei e chamei o raul!!!! Nossa...aquilo foi aliviante demais, realmente algo que comi nao me fez bem, ou foi as curvas na estrada somado a altitude, não sei. Só sei que fui ao restaurante, comprei uma coca cola e só. Nao podia ver ou ouvir falar
A cidade é base pra saida do trem para águas calientes e também pra o inicio da trilha inca, dei uma olhada pra me abituar com o lugar e achei tudo muito interessante. O visual do lugar é irado demais. Entramos na cidade e comecamos a subir os terracos de plantio feito nas encostas da montanha. Paramos em um deles para explicações e depois continuamos.
A subida foi congestionada, eram muitos turistas, isso eu achei um saco no Peru, diferente do Chile. Aqui é infestado de gente...e muitos velhos, europeus eles parecem que não se dão conta de que tem outras pessoas querendo tirar fotos ou ver as coisas, parece que são os donos do mundo e não são capazes de te dar um sorriso, sejam os mais velhos ou os mais novos. Ao contrario dos brasileiros, argentinos e outros paises mais pobres.
Lá em cima sentamos todos ao redor do templo do sol e o que faltou foi sol, porque o tempo estava começando a fechar de uma forma que me senti como um Inca em cima daquela montanha numa tempestade. Começou a trovejar e a cair pingos de chuva enromes. O guia disse que a chuva era boa, que eram os deuses e tal...bom eu nem ninguém ficou lá em cima esperando que um raio caisse na minha cabeça e resolvi descer. As pedras eram muito escorregadias e quase cai por duas vezes.
É impressionante as construcoes incas, tem peças de mais de 140 toneladas no topo de morros sem acesso algum. Perguntei ao guia como eles fizeram isso, como conseguiam e ele usou a teoria clássica do muita gente, muito tempo, com muito coração. Perguntei se não receberam nenhum tipo de ajuda meio que espacial e ele negou fortemente, pareceu ate ficar um pouco ofendido.
A cultura Inca é muito interessante, é baseada no três, tem três deuses, ve no homem, na mulher e no filho uma triplice unidade. É comunista, ou seja, um produzia e sedia para o outro e o outro dava em troca alguma coisa. Conheciam biologia, astronomia, economia, matematica, trigonometria e etc.
Adoravam arco-íris e fizeram de suas cores a sua bandeira. Por isso tudo em Cusco parece ser um ambiente gay-friendly. E adoravam o sol e a lua fazendo sacrificos para eles inclusive de mães com crianças e principalmente meninas virgens!!!
Cheguei em Cusco as 19h. Fui pro hotel, tomei banho, apanhei minhas roupas na lavanderia e soube que o guia da trilha Inca tinha me procurado no hotel e retornaria em 10 minutos. Pouco depois ele apareceu, fomos pra uma mesa e ele me explicou tudo, disse tudo o que precisaria comprar e disse coisas importantes. Me pareceu que iriamos para uma operacao de guerra. Me perguntou se tinha alguma doença, quis ver minhas roupas. Disse várias vezes coisas que eram muito importantes e que não poderia deixar de seguir, emfim, me deu uma direção bem minusciosa do desafio.
Fomos até uma casa de cambio, troquei os dolares e paguei os 130 que faltavam. Na despedida ele disse pra eu não sair amanha a noite e descansar bem.
Fomos a um restaurante italiano, comi uma lasagna e ficamos batendo papo. Depois decidimos ir a alguma boate, pois tinhamos recebido vários tickets de drinks gratis. Acabamos indo ao Mama Africa. O lugar não estava muito cheio, mas a musica estava boa. Como sempre muitos gringos. Ficamos lá bebendo e depois fomos pra outra mais animada...e bota animada nisso. A mithology, bem perto do meu hotel. Entramos já dancando, pegamos mais drinks e depois de dois drinks, uma cerveja e uma tequila eu ja estava com eles em cima do palco.
Uma mulher me agarrou e começou a se esfregar em mim, disse que era peruana e que amava brasileiros e disse que era o aniversario dela. Fiquei aturando ela já que ela era feia e também não tava nada sobria, volta e meia se jogava pra trás e eu tinha a obrigação de segurá-la se não ela dava com as costas no chao!!! Me desgrudei dela e continuamos dançando juntos. Encontramos as brasileiras e bebi mais um pouco. La pelas 3 da manhã fui pro hostel.
Dia 22 – 25/10/08 (sabado) – Cusco (O umbigo do mundo)
Acordei e fui conhecer a cidade. Saquei dinheiro, paguei o hotel, depois fui ao posto de informações turisticas, peguei um mapa e fui procurar tours para o vale sagrado. Acabei indo na própria agência do hotel e fechei por 25 soles o vale sagrado. Só que tinha que comprar o tal ticket turistico de Cusco. Um absurdo de caro (mais de 100 soles). Voltei no posto de informações turisticas e me mandaram pro atendimento ao turista na prefeitura de Cusco. Comprei o ticket parcial.
Rodei a cidade toda, tirei fotos na praca de armas, fui ver a famosa pedra dos 12 ângulos e dei uns soles pra um garoto me explicar várias coisas do antigo palácio Inka. Fui ao mercado San Blas e me impressionei com a quantidade de produtos que eles vendem por lá. Eu adoro mercados publicos. Lá dentro comecou a desabar uma chuva gigante. O pior é que chuvia la dentro tb...rsrsrsrsrs
Fiquei esperando a chuva passar e voltei para a cidade. Fiquei de bobeira no hotel, entrei no MSN e depois fui pra festa do Sr. dos Milagres. A praca de armas estava cheia de gente, com bandas, gente dançando e fogos de artificio também. Parecia uma festa junina. La pelas 22h começaram a estourar fogos em estruturas que giravam e foi lindo demais. Soltaram fogos típicos de reveillon também!
Perguntei algo a um Sr. que estava perto e ele começou a conversar comigo, sobre tudo. Disse que era de Cusco e tinha 76 anos. Falou tudo da vida dele, do Peru e de como os políticos nem aparecem por ali. Disse que o Peru é cheio de ouro e que nas florestas está lotado. Me disse que já foi jovem como eu e era bonito...eu dei trela pra todo aquele papo pois ele era muito gente boa e ouvir ele falar todas aquelas historias e dizer como o tempo passou rápido pra ele me deu uma sensação de pressa e de que tenho que aproveitar a vida muito grande.
Ficamos olhando os fogos, tinham mais de 30 estruturas. Estava muito frio, disse que lhe pagaria um ponche. Fomos até lá e acabou saindo de graça. A mulher nos deu de cortesia, era da banda. Pouco depois o Ivor e a Talita me encontraram. Ficamos batendo papo sobre a nossa travessia de Puno para Cusco e a deles foi bem pior, pois ficaram no meio da briga entre os manifestantes e a Policia e ainda tiveram que andar por horas de madrugada pela estrada...rsrsrsrsrs.
Os fogos acabaram eram 0:00h, nos despedimos do velhinho e fomos procurar um restaurante para comer. Comemos pizza e tomamos pisco sauer e ficamos conversando sobre tudo. Na hora de ir embora vários caras nos pararam pra entrar nas boates e inclusive nos ofereceram todo o tipo de droga. Fomos cada um pro seu hotel.
Dia 21 – 24/10/08 (sexta) – Puno / Cusco (A pior ladeira da minha vida)
Arrumei tudo e fui tomar café em frente ao hotel. As 9:30h já estava pronto na recepção quando uma das irlandesas me chamou pra ir a praça pegar a mãe e ficamos por lá vendo armar uma feira estudantil. Voltamos as 10 para o hotel, hora de saída do ônibus e veio um rapaz dizer que o ônibus só sairia as 12h. Fazer o quê? Esperamos dando mais uma volta na cidade e as 12h vieram nos pegar. Fiquei vendo uma espécie de procissão...era uma comemoração religiosa e tinham várias crianças. Foi muito legal estar lá com a cidade em festa.
Entramos na van rumo a Cusco. Após uma rodada pelo centro entrou um outro gringo e um casal de brasileiros já mais velhos. Comecamos a sair da cidade e achei estranho o motorista não saber sair de Puno. A responsável pelo trasnfer e da agência em cusco, uma peruana baixinha disse estar tudo bem...coloquei o mp3 e não esquentei a cabeça.
Paramos num posto de gasolina e logo depois vi que paramos em outro e em outro, o cara só tinha dolares e nenhum aceitava, até que o quarto aceitou e ele encheu o tanque. Pegamos a estrada principal e antes do bloqueio teriamos que pegar a estrada secundaria. Várias vezes o cara parou pra perguntar o caminho ou a situação da estrada e eu já estava ficando preocupado com isso. Até que ele nos disse que a estrada estava realmente bloqueada e que pegariamos a outra estrada e levariamos mais 3 horas pra chegar a Cusco.
Pegamos uma estradinha de terra a esquerda e um minuto depois o cara retorna...estrada errada. Seguimos em frente e a esquerda avistei carros e vans seguindo por uma estrada sinuosa a esquerda, era a estrada certa.
Pegamos a estrada de terra e realmente era impossível um ônibus passar ali, mal passava um carro. Subimos em curvas muitas vezes e passamos a cerca de
Volta e meia ele parava e perguntava algo...senti que o cara tava perdido. Isso já devia ser quase 17 horas e depois de 5 horas somente faltaria 1h para Cusco...engano! Um Sr. Na estrada pediu carona e o cara parou e perguntou o caminho pra Cusco, o Sr. Disse que sabia e entrou na van, foi a nossa sorte. O cara nos guiou por entre aquelas estradinhas onde só tinha algumas casas, e por várias vezes pegamos estradas que nem sequer parecia o caminho principal. Quando foi 18 horas perguntei quanto faltava e o cara me disse que mais 3 horas. Olhei pros brasileiros e disse em voz alta: A 3 horas atras faltam 3 horas!!!! E todos riram.
Anoiteceu e eu estava sem ver nada a minha volta e só curva de um lado e de outro. Morrendo de fome, só tinha tomado o café e minha água tinha acabado. Todos dentro da van dividiram o que tinhamos e a mulherzinha disse que parariamos em um povoado para comprar algo pra comer.
Depois de 1h paramos num lugar muito ermo. As pessoas nos olhavamos como bicho e fomos numa tendinha comprar algo. Comprei 3 mini-sacos de batata frita e umas bolachas, alem de água nova. Ficamos ali por uns 20 minutos. A luz acabou, ficou tudo as escuras, depois voltou e a gente esperando o motorista.
Seguimos viagem e só se via que tinha estrada nas encostas acima da gente e a altura que estávamos quando os faróis dos carros iluminavam as montanhas, o que achei muito bonito. As 20h encontramos a estrada principal de novo. Começamos a descer em direcao a Cusco e fiquei aliviado de sair daquela estrada. Passamos pela saída a Puerto Maldonado e eu estava a apenas 380 km do Acre...me deu uma puta vontade de ir pra casa.
Chegando em Cusco, a cidade estava muito movimentada, muitos carros e as ruas super apertadas. Quando cheguei na praça de armas achei a cidade belissima!!!! É fantastica e linda a noite.
A mulherzinha me levou até o hotel que era mais barato que o hostel internatonal e bem mais perto da praça de armas. Fui com ela e deixei minhas coisas no hostel. Tomei um banho e fui pra porta do Mama Africa me encontrar com a Talita e com o Ivor. Marcamos 22:30h. Esperei até 22:50h quase congelando sentado na calçada e nada deles...decidi sair dali pois estava congelando de frio e fui ao McDonalds comer algo. Adorei o McDonalds de Cusco, alem do ótimo atendimento, podemos pegar vários tipos de molhos picantes! Não sai a noite aquele dia, decidi deixar para o dia seguinte explorar Cusco.
Dia 20 – 23/10/08 (quinta) – Puno (Lago Titicaca)
Acordei cedo, organizei a mochila e desci pra perguntar sobre o passeio do Titicaca, a mulher da recepção queria que eu fechasse naquela hora mas disse que responderia mas tarde. Perguntei do trasnfer pra Cusco e ela me ofereceu um serviço turistico que passava por ruínas e não era um ônibus comum, só turistas, e com almoco incluido. Esse eu aceitei e fechei com ela pro dia seguinte. Fui ligar pro Moises, o guia da trilha inca, ja que ele disse que estaria em Puno nesse dia. Ele disse que estava perto da praça de armas e eu disse que também e marquei com ele pra nos encontrarmos em 10 minutos em frente a Igreja.
A praça estava cheia, e as ruas também...ai vi que Puno era legalzinha e me simpatizei com a cidade. Muitas lojas, turistas e lugares pra comer. Esperei ele por uns 20 minutos, até que ele chegou. Ele me recebeu super bem, fomos caminhando pra sua agência e ele me explicou tudo sobre a trilha inca. Disse que queria ir no Titicaca e ele tinha o passeio pras 4h da tarde. Como ia fazer a trilha com ele, fechei o passeio da ilha de Uros com ele. Nos despedimos e fui procurar um lugar pra comer.
Depois de procurar bem, entrei em umr restaurante pra comer massa e aceitei provar a Inca Kola (blergh). Tinha uma mesa com umas 8 pessoas, e quando entrei notei que eram brasileiros. Nao dei atenção mas sentei numa mesa perto. Enquanto esperava a comida, entrou um Peruano e percebi que era guia deles e começou um papo de dizer que a estrada entre Puno e Cusco estava bloqueada e tal. Comecei a prestar atenção na conversa e me perguntei querendo saber o que se passava.
Me apresentei e perguntei o que a agência deles faria pra levá-los a Cusco. O cara disse que eles iriam de microonibus por uma estrada que não estava bloqueada e de terra, que ônibus não passava e esse era o único jeito de se chegar a cusco. Perguntei se não podia ir junto e o cara disse pra procurar a agência dele e resolver com a gerente. Anotei o endereço e disse que passaria a noite, após o passeio no Titicaca.
Ao voltar pro hotel a mulher me informou a mesma coisa, a estrada estava bloqueada e ia me devolver o dinheiro. Enfim, aceitei de volta e disse que ia resolver após voltar do Titicaca.
Descansei no quarto e as 16h vieram me pegar para o tour na ilha de Oruros. Junto comigo foram duas irlandesas do hotel e chegando no barco conheci um casal de brasileiros, Ivor e Talita. Conversei com uns gringos e nada do barco sair. Entrou um carinha tocando musica regional, depois demos uns trocados a eles e o barco saiu.
Nao achei o Titicaca tão belo assim, é grandioso, mas normal. O guia nos ensinou palavras em Quechua para dizermos ao chegarmos na ilha. Fomos bem recebidos pelos nativos, que nos ajudaram a descer do barco e depois tivemos uma palestra sobre a vida deles e como mantém as ilhas flutuantes. Depois ficamos vendo artesanatos deles e subimos num barquinho inca para ir pra outra ilha. No barquinho, após já estarmos na travessia, os nativos nos cobraram 8 soles por isso. Uns gringos ficaram putos. Na outra ilha ficamos tirando fotos e os gringos ao saberem que éramos do Brasil comecaram a trocar ideia sobre futebol e tudo o mais, na verdade queriam nos zoar mas nao conseguiram.
As ilhas estavam cheias e com excursões locais também. As garotas de uma escola quiseram tirar fotos comigo e com uns gringos também (não sei oq ue viram em mim...). nas ilhas tem feirinhas com a venda de artesanato local e acabei comprando uma pulseira bem legal.
Fomos embora e ao descer me despedi da Talita e do Ivor e marcamos de nos encontrar em Cusco no dia seguinte as 22:30h em frente a boate Mama Africa. Sabendo que as irlandeses iam a Cusco também, fomos tentar agências que nos pudêssem levar a Cusco. Ônibus não havia. Fui com a filha da irlandesa até a Leons Tur (agência que peguei o endereço) e ao chegarmos lá soubemos que não poderiamos ir no microonibus dos brasileiros. Descidimos ir em outra agência e na primeira que entramos fechamos o transfer pela estrada secundaria que nos levaria a Cusco. Sairiamos amanhã pela manhã.
A noite fui sozinho comer pizza e escolhi a pizzaria Machu Pizza, bem na rua principal...caminhei parando em algumas lojas e na praça principal que tem uma igreja enorme e linda, fruto da construção espanhola. A pizza estava boa e o lugar era aconchegante. Eu já estava a 20 dias viajando e a viagem tava indo pra parte final, infelizmente. Eu já estava regulando o dinheiro, afinal eu ainda tinha Cusco e Lima pela frente e não podia ficar sem nada...
Dia 19 – 22/10/08 (quarta) – Arica / Tacna / Puno
Eu e o africano descemos do ônibus e ainda não havia amanhecido em Arica. Junto com um casal de espanhois fomos pegar um taxi pra fronteira. Pegamos o primeiro que nos ofereceu, o custo foi de 3.000 pesos. Achei ótimo. O cara colocou nossas bagagens no porta malas que não fechou! Ele amarrou com uma corda e fomos pra fronteira. O carro do cara era super velho, mas estiloso, um Pontiac.
Ao chegarmos na fronteira as 6, ele nos disse que teriamos que esperar ate as 7h!!! A fronteira é no meio do deserto e é super frio. Questinamos o porque de termos saido do terminal correndo para lá naquele frio. E ele nos disse que se não saíssemos logo depois a fronteira fica com uma fila gigantesca. Bom...me convenceu. Eramos o terceiro da fila de carros.
Uma hora depois dentro do carro, começamos a nadar. Saímos do carro sem as mochilas e carimbamos nossa saída do Chile. Entramos no carro andamos um pouco, paramos e saimos com tudo para carimbarmos a entrada no Peru. Passei pelo detector de metais e pronto estava no Peru.
Ainda faltava uns 50 km até Tacna. O taxista nos deixou no terminal Flores. E ao chegar em Tacna pude perceber a notável diferença entre Chile e Peru. A cidade é uma imensa favela!!!!! Horrivel.
O taxista me cobrou 5 soles e estava tão cansado que não quis ficar barganhando o preço. Aceitei e ele foi muito simpático. Este foi o momento que mais dme senti sozinho na viagem! Tipo...um lugar pobre, um taxista nada confiável, sem ter a mínima noção de ele tava me levando pro caminho certo ou não...no fim ele me deixou no terminal, ufa! Liguei pra casa, comprei a passagem e comprei um energético da coca-cola (só tinha quente) e um biscoito tipo waffer. Sentei perto do ônibus e mal sabia que estava para começar a pior viagem rodoviaria da minha vida.
Antes de entrar no ônibus, olhando os Peruanos eu senti meu estomago revirar. Tipo..eles entraram com tudo quanto é coisa no onibus, pensei comigo, isso não vai prestar. Sentei na parte de cima e ao meu lado um cara, mais ou menos 25 anos. Tentei trocar umas idéias com ele, mas ou o meu espanhol que era elogiado em todos os lugares que passava ficou pior, ou ele nao estava falando espanhol o tempo todo. Era a segunda opção. Ele misturava três idiomas, isso descobri depois de muita conversa com ele. Ele estava falando espanhol, quechua e um outro!
Logo ao comecar a viagem a paisagem é completamente desértica e depois vai mudando conforme vai se aproximando das montanhas. Derepente olho pro lado e ele esta chupando um saco com um líquido branco e coisas que não pude identificar dentro. Perguntei o que era e ele disse carne. Nao entendi e perguntei de novo...não poderia ser carne sendo a maior parte da gosma branca. Era uma espécie de sopa q exalava um cheiro terrivel. Assim que ele acabou de comer ele simplesmente tacou o saco no chão e pronto. Olhei pro chão, olhei pra ele com uma cara de espanto e simplesmente ele riu...
A viagem toda não foi diferente, em cada povoado mulheres entravam gritando: empanadas, empanadas e outras coisas. Nao havia nada industrial pra se comprar, as 13h todos desceram e começaram a comprar comida numa tenda e levaram pra dentro do ônibus...o cheiro ficou pior e depois novamente vi pessoas tacando os restos no chão ou pela janela.
Depois de sofridas 10h eu vi o Titicaca...lindo...grandioso, nao se via a outra margem de tão grande. Pensei comigo, chegamos! Nada...foram mais 2h até Puno até que já noite cheguei a Puno.
A cidade é estranha a noite na parte do terminal, peguei minha mochila e procurei alguém para informações de hotel. O posto de informações turísticas tava fechado. Achei uma mulher que fica falando os horários dos ônibus e perguntei de hotel, ela não sabia, mas disse que ficar perto da praça de armas era bom. Ela falou pra eu tomar um taxi, agradeci e peguei o primeiro que vi parado no terminal. O cara me cobrou 4 soles e eu perguntei de hoteis, ele disse q conhecia um bom, no centro, por 30 soles. Achei caro, mas realmente não tava afim de dividir quarto com ninguem. Aceitei mesmo achando caro.
O taxista me levou até a porta do hotel e cai na cama de cansaço, num quarto só meu e com chuveiro quente. Morrendo de fome, sai e perguntei na recepção por pizza. Em frente tinha uma. Comi a melhor pizza da minha vida, não sei se foi pela fome de ter passado um dia inteiro sem comer ou se era boa mesmo...o pessoal da pizzaria me adorou por eu ser brasileiro e capricharam, depois me deram um ponche pra me aquecer e me agradaram de tudo quanto foi jeito.
Dia 18 – 21/10/08 (terca) – San Pedro de Atacama (Geisers del Tatio / Vale da Morte / Vale da Lua)
Quase não dormi na espectativa de ter que acordar. O ônibus passaria entre 4 e 4:15 pra me pegar no hostel. Quando finalmente consegui dormir, ja eram mais de 1:30 e acordei as 4
Percebi que todo mundo me olhou meio estranho, acho que porque dei uma atrasada
O ônibus comecou a subir, subir e subir, e eu acabei pegando no sono, e acho que isso foi o que me salvou de não passar mal. Quando o guia começou a nos acordar estavamos na entrada dos geisers. Olhei para o vidro da janela e tinha agua congelada!!!!
Fomos caminhando por entre fendas onde saem vapores com cheiro de enxofre e o vapor era quente o que ajudou um pouco, os que saiam água eu nem chegava perto, pois a altura variava e fiquei com receio de me queimar. Muitos se queimam, a água esta a uns 90º graus de temperatura!
Fiquei junto do guia e conversei bastante sobre o local. Quando o sol saiu ja estava perto do ônibus, onde serviram café e pão. Aquilo foi a salvação, mesmo assim fiquei dentro do onbius, estava com hipotermia. Estranho foi ver um cara de bermuda!!!! Saimos dos Geisers e fomos até um povoado local onde comi empanada de queijo de cabra. Fiquei conversando com um suiço e tentei tirar a foto de uma senhora nativa, mas ela nao permitiu...fomos parando em vários locais de um vale para observar os animais e os vulcões como o Putana.
Cheguei na cidade, fui tomar banho, arrumei a mochila, descansei um pouco e depois sai com tudo do hotel. Eram 14:30h e sairia para o Vale da Morte as 16:00h. Comi uma empanada, comprei a passagem para Arica a noite, comprei chocolate e entrei um pouco na internet.
As 15:30h fui pra agencia, fiquei conversando com o pessoal. Estava passando uma novela brasileira, as mulheres estavam assistindo como que hipnotizadas...disse a elas que aquela novela era velha no Brasil. E elas disseram que era nova no Chile....hauhauahau
O passeio para o Vale da Morte / Vale da Lua saiu com uns 20 mintuos de atraso, levei minha mochila, pois desceria direto no terminal...o tempo estava correndo!
Depois fomos para o vale da Lua onde antes paramos para ver uma formacao rochosa com a figura de três Marias rezando. O guia nos explicou que os nativos consideram três os animais protetores do deserto: A Salamandra (subterrâneo), o Pulman (sobre a terra) e o Condor (no ar). Fomos pro Vale da Lua e ficariamos ali ate o sol cair (o que era estimado para as 19:45h) e ficamos mesmo, o lugar foi o mais lindo do Atacama...impressionante, as dunas, as rochas, a imensidao, tudo...me deu uma paz muito grande este lugar.
As 20h o ônibus saiu...e 20:25 desci no terminal, agradeci ao guia e quando cheguei no patio o ônibus estava lá prontinho. Cheguei junto com um sul africano e ficamos conversando. Entramos no ônibus e ele estava na mesma fileira que eu so divididos pelo corredor. Ficamos conversando e rindo com um filme do Jack Chen. Quando paramos em Callama, desci e peguei meus óculos na mochila, pois ainda estava com a lente e sabia que se não as tirasse minha viagem seria um inferno até chegarmos em Arica. A viagem foi tranquila e mais uma vez fui dormindo. Chegamos a Arica as 5:30h da manhã.
Dia 17 – 20/10/08 (segunda) – San Pedro de Atacama (Salar de Atacama)
Acordei tarde, precisava descansar da viagem desde
Fomos numa outra agência e eu fechei para as 4 h o passeio do Salar, a Patricia fechou o Vale da Morte.
No rádio estava dando uma noticia que na bolivia haviam mais de 100.000 pessoas
Sai do hotel e voltei na agencia, fechei os outros passeios para o dia seguinte, ia mesmo ficar
O Salar é lindo!!!!! Uma imensidão branca com os flamingos no meio todos rosa e branco. Ao fundo ele é rodeado em todas as direcoes por vulcões enormes! Voltei para a cidade e cheguei mais de 9h da noite. Todos estavam me esperando pra comer.
Saimos pra procurar pizza e depois de alguns lugares fechados (afinal era segunda) encontramos um que era lindo. Cheio de gringos e super charmoso. Mas o atendimento era péssimo. Demoraram 30 minutos para servir uma entrada. A pizza demorou horas, a coca estava quente e depois fizeram cara feia por que eu não quis pagar os 10%. Isso depois de 30 segundos o cara do restaurante ter discutido pelo mesmo motivo com um frânces.
Fui correndo pro hotel dormir, afinal eu acordaria as 3:30 no dia seguinte.
Dia 16 – 19/10/08 (domingo) – San Pedro de Atacama (o deserto se descortina)
A viagem entre La Serena e San Pedro do Atacama é longa...dormi durante toda a noite e de manhã quando acordamos e abri a janela só havia deserto...uma paisagem amarela e marrom sem uma vegetação. Eu tava suando e tive que tirar a camisa de manga que tive que colocar por causa do frio. meu nariz parecia que queimava por dentro!!!
Entre Calama e San Pedro (um trecho curto) o motorista era novato e foi a 40 km/h...um saco. Fizemos amizade com um casal de irmãos holandeses e acabamos ficando todos num mesmo hostel, numa rua paralela a Caracoles. Foi barato a estadia e ao contrário do que todos diziam tinham vagas de sobra na cidade!
Tomei um bom banho, descansei um pouco e fui pra uma lan house atualizar o diário. Eu e Patrícia fomos rodar a cidade e procurar por agências enquanto os holandeses em outra. Comemos empanadas e visitamos aos ruas da cidade e a igreja. Quando nos encontramos eles disseram que iam fechar um pacote para ir para a Bolívia no salar de Yuni. Eu fiquei de pensar no assunto mas as noticias que vinham de La Paz não me animaram. A cidade estava parada e o risco de ir até lá e ficar preso era grande.
Todo ficaram insistindo para eu ir, mas fiquei com receio de não chegar em cusco a tempo do dia da trilha. Fomos jantar e começamos a procurar um restaurante com custo-benefício razoável (uma missão impossível). A noite San Pedro tem vários restaurantes, todos lotados e caros! No fim encontramos um legal. Comi um Spaghetti a bolonhesa (não tinha fettuchini) maravilhoso e ainda teve música ao vivo.
Ficamos conversando sobre tudo e eu me esforçando ao máximo no meu inglês. Ficamos andando pela cidade a noite. As ruas eram escuras e parecia uma cidade do velho oeste americano. O céu novamente estava lindo!!! Ora ficava junto deles, ora não. Na verdade já estava um pouco cansado de todo o papo da Patrícia sobre como era o Canadá e como lá é tudo melhor que no Brasil e tal. Enfim...esse papo constante me desanimou da tentativa de ir a Bolívia.
Dia 15 – 18/10/08 (sabado) – La Serena (vendo leoes marinhos e pinguins)
Saimos cedo da pousada, antes tomamos o café e ainda conversei com as netas do velhinho sobre o Regatton...rsrsrsrsrs e dei graças a Deus por não ter que dormir mais uma noite naquela casa. O cara nos pegou e na van fomos em direção ao norte pela panamericana. Paramos num posto de gasolina onde ele nos explicou tudo sobre o tour. Chegando na entrada da reserva Runbolt. Também recebemos expicações sobre os animais que veriamos (leões marinhos, pinguins, golfinhos e outros locais).
Pegamos um barquinho num mar nada calmo, rodeamos algumas ilhas com váriso leões marinhos e pinguins e foi muito legal!!!! Fantástico ver de perto os animais...tinha muitos pássaros como albátrozes, alcatraz e também umas lontras super engraçadas.
Depois paramos na ilha damas e descemos para caminhar. Como é uma área de reserva somente caminhos pelas trilhas autorizadas por causa dos pinguins. Ficamos cerca de 1h por lá. Voltamos de barco e o mar já estava mais calmo...fomos acompanhados por um grupo de golfinhos que ficou nadando bem ao lado do barco!!!
Na volta paramos num restaurante onde o almoço estava incluído...pedi um peixe espada que estava ótimo!!! Passamos também pelo chamado deserto florido (único do mundo) que é como parte do Atacama é conhecido.
De volta a La Serena, fomos procurar hostel em San Pedro pela internet mas sem sucesso. Fomos pro terminal e pegamos o ônibus para San Pedro...seria o maior trecho de viagem!!!!
Dia 14 – 17/10/08 (sexta) – La Serena (o ceu mais lindo que ja vi na vida)
Devia ser umas 6 da manhã quando chegamos a La Serena, tava frio. Descemos do terminal e já chegaram uns caras oferecendo hopedagem. Conversamos com um Sr. que mostrou que a casa dele tava no guia do Lonely Planet (nem sei como). Esperávamos encontrar um preço mais caro. Achamos barato e fomos com ele.
Fomos andando, ele de bicicleta foi mostrando tudo do centro da cidade. A casa dele era bem no centro, um ótimo lugar e quando entramos me senti numa casa mal assombrada! A casa era velha, tipo cheia de móveis antigos e fotos de família por tudo quanto é lugar. Ele fez questão de dizer quem era quem e 90% já tinha morrido...hehehehehe
Ficamos num mesmo quarto com duas camas e nem me arrisquei a abri o guarda roupa! O banheiro não era lá essas coisas e estava praticamente entupido. Apesar de termos dormido na viagem eu estava cansado. Troquei de roupa e cai na cama...a Patrícia também. Acho que dormimos até umas 11 horas.
Saimos pra ver a cidade e ao contrário de de manhã cedo tava super movimentada (no verão é um balneário bem concorrido). Começamos a procurar a rua do escritório do observatório ESO na cidade e vimos também várias agências com tours para observatórios turísticos.
Finalmente ao chegarmos no escritório da ESO tentei conversar com o cara sobre nos levar até o observatório (senão teria que alugar um carro o que era caríssimo). Mostrei a carta com autorização para entrada no observatório e infelizmente não consegui enrolar o cara. Ele sugeriu que visitássemos o observatório Mamalluca que é turístico e ligado a eles.
Decidimos então ir em alguma agência e conseguir o tour para hoje, já que ao contrário do observatório La Silla o Mamalluca tinha visitas a noite com observação do céu. Passamos por algumas agências e acabamos decidindo por uma onde fomos atendidos por um cara muito gente boa. Ele nos ofereceu outro passeio de barco que a principio não aceitamos.
Estavamos morrendo de fome...entramos num restaurante e finalmente comi a famosa Casuella chilena (muito boa). Fomos ao shopping e a Patrícia ficou esperimentando vários vestidos (era barato) mas eu não comprei nada. Depois fomos andando pela avenida que leva a praia e é cheia de palmeiras até o famoso farol de La Serena.
O dia estava frio e fechado e a praia deserta, lembrei daqueles filmes de praia de dias frios e cidades pequenas...me senti bem mas olhando novamente para o Pacífico lembrei o quanto tava longe de casa.
Voltando para a cidade a Patrícia me convenceu a contratar o passeio dos pinguins...rsrsrsrsr. Voltamos na agência e fechamos pro dia seguinte bem cedo. Passeamos pela cidade, fomos em feiras de artesanatos e depois fomos nos arrumar para a ida ao observatório.
As 19h saímos para Vicuna e vimos o vale de Elqui e as plantações de uva (lindo). Paramos na cidade de Vicunha na praça principal. Em volta é cheia de lojas de artesanatos. Ficamos 15 minutos lá. Comprei algumas lembranças e já estava escurencendo quando começamos a subir a montanha rumo ao Mamalluca.
Chegando lá não se via muita coisa, como em todo observatório. Tinham grupos com guias em espanhol e inglês. Falei que ia ficar com o espanhol e a Patrícia disse que ia no inglês, depois desistiu pra ir comigo e aproveitar minhas explicações.
A palestra dentro da cúpula explica várias coisas sobre o espaço e tal...tinha algumas crianças falando o que irritou muita gente. Tinhas uns pais com uma garotinha que ela não calava a boca!!! Quando saimos vi que ela tinha síndrome de down e acabei me arrependendo por criticar os pais. Depois até brinquei com ela.
Na luneta vimos a lua, vênus e júpiter...todos lindos. Na hora da foto minha câmera não fotografou marte vênus tão bem...fiquei chateado...depois fomos lá pra fora e ele nos explicou várias coisas...ele com um laser traçou escorpião no céu bem acima de nós e foi muito lindo. Nós estávamos com sorte...era uma noite sem lua e tinha o mínimo de luz...ou seja era a notie perfeita! E nuvem é o que não tem lá mesmo.
Comecei a perguntar sobre OVNIS e se já tinha visto algo. Ele falou que sim, por duas vezes em 10 anos, coisas que ele não sabe explicar!!! Naquele lugar é fácil acreditar que não estamos sozinhos...a quantidade de estrelas que vi foi tão grande que nem acreditava...nunca tinha visto um céu daqueles...foi lindo!!!
Depois voltamos para o hostel e fomos dormir...tinhamos que estar de pé as 6!!!
Dia 13 - 16/10/08 (quinta) – Santiago (despedida)
Acordei tarde e a primeira coisa que fui fazer foi buscar onde tinha ida parar a bermuda e a minha camiseta da Tailandia. Graças a Deus encontrei assim que acordei e depois do café fui lavar toda a roupa, arrumar a mochila, gravar fotos e atualizar o blog.
Enquanto tava no hsotel fiquei de papo com vários gringos e pegando informação de tudo quanto é lugar no mundo. Depois sai pra caminhar por Santiago. Tava ansioso de ir para o deserto. Combinei tudo com a Patrícia e a noite fui antes pra rodoviária e se caso conseguisse a passagem ela viria com as coisas dela. Eu já tinha saído do hostel com a mochila disposto a ir pra La Serena naquela noite (23:30).
Peguei o metrô que estava cheio e desci na estação que é integrada na rodoviária. Procurei pelo guichê e achei ônibus tranquilo pra dali a uma hora. Comprei as passagens fui para um orelhão e liguei pro hostel, falei com a Patrícia e falei pra ela vir correndo.
Fui comer num restaurante da rodoviária e pedi um carne de vacuno a los pobres! Veio um prato cheio de batata frita que dava pra duas pessoas comerem sem problemas. Depois comprei uma revista e fiquei esperando a Patrícia. Ela chegou rápido e o ônibus atrasou uns 30 minutos do horário marcado. Pegamos o ônibus em direção ao deserto vendo um vídeo sobre o futebol da América do Sul (que eu tenho!!!).
Dia 12 – 15/10/08 (quarta) - Valparaiso / Viña Del Mar (enfim o Pacífico)
Acordamos e fomos lá pelas 9 na locadora que fica uma rua do hostel. A Patrícia disse que o aluguel de segunda foi o mais barato e foi por 22.000 pesos. Fomos eu, ela Gerson e Verônica. Chegando lá, o meu cartão de credito precisou ser usado para a franquia de 500.000 pesos e não tinha isso tudo de disponibilidade. Quase desistimos mas deu para fazer a garantia no cartão do Gerson e assim peguei a direção do carro.
Andar em Santiago é tranqüilo. Bem sinalizado na cidade, mas as referencias são sempre as rodovias e não tem placas na cidade indicando Valparaiso por exemplo. Isso me fez cair em várias vias erradas, perguntamos umas duas vezes e até sairmos de Santiago na direção certa, devo ter perdido uns 30 minutos.
A estrada pro litoral é muito boa, paga-se dois pedágios pra ir e dois pra voltar e em 1h20 você está
Fomos pra praça principal subimos o cerro Alegre e deixamos o carro perto de um mirante, andamos por entre as vielas, descemos pelo ascensor Concepcion. Lembrei do filme Diários de Motocicleta e mais uma vez a cena foi idêntica. Me perguntei se Che Guevara tinha realmente estado ali naquela cabine. Depois fomos até o porto passando pela praça principal. Lá fizemos muitas fotos...ficamos fazendo pose em frente o prédio e vídeos também. O dia estava lindo, sol, céu azul. A cidade estava cheia de turistas. Fiquei olhando o Porto e aquele mar todo...estava no oceano Pacífico. Tiramos muitas fotos e depois fui a uma feirinha comprar cartões postais.
Depois pegamos novamente o ascensor, paramos numa casa cultural ou algo assim mais para usar o banheiro do que para olhar alguma. Na recepçao pegamos um mapa e perguntamos como chegar na casa do poeta Pablo Neruda. A moça nos explicou super bem e foi super simpática...antes paramos pra comer empanadas numa padaria, eu estava morto de fome e aquela foi a melhor empanada do mundo. O dono vendo que erámos brasileiros ficou contente e disse que uma vez foi ao Rio de Janeiro e adorou. Nos desejou boa sorte e voltamos para o carro.
Rodamos um monte de ladeira mas até que não foi difícil encontrar a casa-museu do Pablo Neruda. A rua estava lotada, inclusive com ônibus de escola e tal. Do nada aparceu uma daquelas vagas (tipo auto-escola) no pior lugar possível. Todos falaram pra esquecer, mas eu sismei de colocar o carro ali de qualquer jeito. E não é que coloquei o carro de primeira!! Depois de alguns elogios do pessoal saimos pra visitar a casa de praia do poeta.
A casa é hiper louca e super legal...e com uma vista da baía de Valparaíso de tirar o fôlego. Não quis ficar vendo os vídeos e acabei me adiantando do povo e fazendo o tour sozinho. Depois fiquei com o Gerson sentado num banquinho ao lado de fora sobre emprego, vida, viagens e tudo...foi bem legal. O sol estava quente e o dia estava lindo...a brisa do mar chegava até la e o ventinho era de mar...coisa que eu adoro.
Na saída, liguei pro Ed (ele ficou super feliz) e fui comprar lembranças nas lojinhas da rua. Achei um mapa do chile em cobre lindo...não resisti e comprei (depois fiquei a viagem toda com medo que amassasse). Partimos pra Vina Del Mar...e tentando pegar o caminho mais rápido pra descer de todo aquele morro peguei ladeiras loucas, bem inclinadas...mas o freio aguentou. No rádio, a maioria das músicas era o regaton...que eu adorei!!!!
Pegamos a estrada que beira a praia e Vina é bem pertinho de Valparaíso. Eu amei Vina Del Mar. Estacionamos em frente ao cassino e estava tocando Enjoy the Silence do Depeche Mode...fiquei com a Patrícia no carro ouvindo até a música acabar. Um senhor veio pedir pra olhar o carro e eu disse que tudo bem. Caminhamos para as rochas em frente o mar e tiramos altas fotos. Depois pegamos o carro de novo e quando fui dar o dinheiro pro cara ele achou pouco e disse que não precisava fazendo cara feia...hauahauahua.
Deixamos o carro bem perto da praia. Tirei o tênis, transformei a calça em bermuda e fui pra areia...logo já estava com os pés no Pacífico...emocionante!
A praia estava cheia e fomos caminhando até um pier gigante, depois sentamos na areia e ficamos conversando. Eram cerca de meio-dia de quarta-feira. Ficamos falando do que o pessoal no trabalho estaria fazendo...huhauhauahuahuahau
Voltamos caminhando para o carro pela calçadão e vendo as barraquinhas de artesanato. Depois pegamos o carro e fomos mais para o Norte, onde tem um mirante (a Patrícia já tinha estado lá). O lugar tinha umas poucas pessoas e fica entre o mar e umas dunas enormes. Lá ficamos mais tempo e eu dei outra aula sobre astronomia e tal e eles adoraram...eu tb gostei...eles me disseram que eu poderia ser professor, que eu explicava muito bem...isso foi legal pra mim.
Voltamos e estava tocando uma música ótima no carro, pedi pra Patrícia fazer um vídeo de eu dirigindo e dos prédios e de todo o visual da praia...uma pena é que quando cheguei no Brasil descobri que tinha perdido o cd com a gravação das fotos deste dia e fiquei quase sem foto do litoral.
Me enrolei um pouco pra pegar a estrada de volta sem precisar passar por Valparaíso mas deu tudo certo...só que no caminho começou a me bater uma putra fraqueza...e eu no volante. Não falei pra ninguém mas no meio do caminho tive que parar numa vila porque pecisava comer algo...eles concordaram. Já era quase umas 4 da tarde e eu precisava parar...
A vila se chama Las Vasquez. Tinha uma igrejinha e uns restaurantes bem simples. Comi um PF e antes pedimos ovo cozido...ha tempos não comia um ovo cozido com sal...aquilo foi perfeito pra minha fome. Depois seguimos e quando chegamos em Santiago já estava escuro. Ai sim eu me enrolei em chegar na Bela Vista. Não tinha noção de onde tinha que sair da auto-estrada e quase pensei que tinha passado pela cidade, quando reconheci um prédio do bairro da Providência. Depois peguei a margem do rio Mapocho e fomos parar pra encher o tanque.
Eu estava stressado de dirigir...quando você dirige um carro alugado num lugar que você não conhece é horrível. Depois que eu abasteci pedi a chave do carro pro cara do posto e ele disse que não estava com ele. Ai eu disse que estava e ele foi procurar pelas bombas, depois com outro cara e tasca de eu procurar no carro...até q a chava tava dentro do meu bolso...huahaauahuahauhaua...pedi desculpas a todo e sai dali na hora...realmente eu estava cansado.
Deixamos o carro na locadora, fomos pro hotel, tomei um bom banho e combinei com o Gerson de sairmos pra beber. Chamamos o gaúcho que tava no hostel e fomos os três pra Pio Nono. O Chile jogava contra a Argentina e quando o jogo acabou o Chile havia ganho. Faziam 11 anos que o Chile não ganhava uma partida de futebol contra a Argentina. A rua se encheu de gente...parecia que eles tinham ganhado a copa do mundo.
Ficavam dando gritos e cantando musiquinhas. A gente cantava junto e eles adoravam....quanto mais bebados mais eles gostavam da gente. Juntamos a mesa com um pessoal e ficamos de papo até de madrugada quando voltamos pro hotel.
Dia 11 – 14/10/08 (terca) – Valle Nevado (curvas perigosas e paisagens de tirar o fôlego)
Eu e meus novos amigos fomos então a agência indicada pelo hostel na mesma rua. Chegamos lá e braganhamos o preço da ida ao Valle Nevado. Fechamos com ele e em pouco tempo todos estávamos na van. Logo de cara fomos com a cara uns dos outros e começamos a falar bastante bobagens.
Ainda em Santiago a an parou num mercado dentro de um posto de gasolina. Onde comprei chocolate e água. Os outros compraram doces e sanduiches tb. Um cara tentou nos oferecer o aluguel de uma prancha pra fazer esquibunda, mas não aceitamos. O guia era legal, mas meio sério e com cara de desligado.
Logo começamos a subir a serra até o Valle Nevado. O lugar é muito lindo, mas a estrada estreita e perigosa. Serpenteando pelas montanhas e sempre seguindo um vale com um rio abaixo eu achei o lugar perfeito...fiquei imaginando como seria com neve. Quando a estrada foi ficando bem alta em alternava entre as janelas pra filmar os abismos.
Depois de uns 40 minutos paramos num mirante com uma vista espetácular. Lá começamos a conversar sobre várias coisas e pela primeira vez (instigado pela Patrícia) comecei a dar uma pequena aula sobre orientação geográfica depois de encontrar um marco geodésico chileno. Batemos fotos, conversamos com um grupo de brasileiros mais velhos e depois seguimos para a parte mais alta.
Logo a vegetação perdeu espaço para a neve e se podia ver a mesma derretendo e se misturando com a terra. Fica horrível...um lamaçal. Mas lá em cima era neve pura...lindo. Paramos antes e tinha um trecho ao lado da estrada do tamanho de meio campo de futebol...coberto de neve, com um paredão de rocha atrás. Eles ainda não tinham visto neve no Chile...eu já estava de saco cheio depois do Villarica, mas a sensação de andar na neve é realmente muito boa.
Finalmente chegamos no Valle Nevado. A van parou no estacionamento (que não estava lotado) e antes de seguirmos para entrada da estação de esqui, voltamos um pouco na estrada para tirar fotos com a placa que tem o nome e a altitude do lugar. Este ponto é extramamente lindo...de frente tem uma cadeia de montanhas que me lembrou muito o filme risco total...era idêntico.
Na hora, numa parte mais acima tinha uma equipe de filmagens e eles decolaram de um helicoptero acima de nós...não pensei que fosse tão forte o vento e o helicóptero passou por cima da gente muito rente. Eu quase pensei que fosse cair no precipício!!!
Acenamos para eles e gritei: Brasil!!! E eles gritaram: Chile!!!! hehehehehehe...ai eu disse Bueno! Amigos então.
Fomos nos aproximando do hotel e a estrutura é gigante, parte dele fica na encosta da montanha. Olhamos a placa com os preços e tinha alguns poucos esquiando. Fiquei batendo fotos e conversando no deck. Quando fui ao banheiro a água estava quentíssima, pelando. Era impossível por a mão na água. Todos estavam reclamando.
Ficamos conversamos sobre lugares mal assombrados e sobre o filme o Iluminado. Depois fomos mais acima num lugar que estava bem escorregadio até chegarmos a um banquinho num mirante e lá as nuvens estavam passando por nós. Tinha um boneco de neve e fui até lá para tirar fotos e também tentamos montar um mas não se pareceu nehum pouco com o boneco de neve.
Demoramos mais do que o previsto e deu a impressão do guia estar puto, mas não estava. pegamos a van e fomos a outra estação de esqui em El Colorado. Este sim parecia um lugar mal assombrado...não tinha nada. Entramos na estação de esqui e os teléfericos todos parados e a única coisa que funcionava era uma máquina de limpar neve. Olhei para as casinhas e achei estranho que em algumas delas tinham pessoas atrás das janelas nos olhando. Comentei com os outros e eles sim pareciam fantasmas.
Fiquei olhando os cartazes promocionais para estudantes e as aulas de esqui e fiquei imaginando o local na alta temporada...deve ser show. Paramos num restaurante e entramos para ver o preço...era caríssimo. Resolvemos não comer e falamos para o guai que comeríamos na volta para Santiago.
Depois de El Colorado fomos para La Barza (acho que era este o nome). Um vilarejo de prédios e casas para os ricaços que vão passar a temporada na estação de esqui. Um apartamentinho ali ou um chalé daquele devia ser legal de ter...mais no momento o lugar era uma cidade fantasma. Pedi para parar na estrada para tirar fotos da cidade ao longe e foi muito legal, apesar do frio!!!
Ao voltarmos para Santiago já devia ser quase 2 da tarde. Paramos na agência e antes de irmos pro hotel fomos almoçar todos juntos na Pio Nono. Comi carne, arroz e batata frita o tal famoso Lhomo a Los Pobres. Depois fui para o hotel com a Patrícia, trocamos de roupa e fomos fazer câmbio. Pegamos instruções com a recpecionista do hostel e ela nos indicou uma rua no bairro da Providência.
Fomos até a praça Itália e pegamos o metrô. Chegamos na Providência e ficamos rodando atrás de casas de câmbio e achei os preços meio baixos em relação a Passeio Ahumada. Certa hora a Patrícia deu por falta do seu casaco vermelho que estava pendurado na bolsa dela...ela havia perdido ele. Começamos a rodar as ruas que tinhamos passado e olhar pras pessoas. Eu achei aquilo tudo uma perda de tempo...afinal o primeiro que visse aquele caso no chão iria pegá-lo.
Vendo que não veria mais o tal casaco ela começo um discuso sobre os países do primeiro mundo em especial o Canadá onde ela morava e tal e que se fosse lá o casaco estaria no mesmo lugar...e eu concordando só pra ela não ficar mais irritada...rsrsrsrsrs.
Passamos em frente a uma praça muito charmosa com uma cafeteria e para que ela se acalmasse paguei a ela e a mim tb um super café com brownie e ficamos conversando sobre o futuro, o meu e o dela e neste momento me achei tão longe do Brasil e me senti tão de férias...ainda falta uns 20 dias pros fins das minhas férias e ainda faltava tanta coisa pela frente...me senti super bem...queria que ainda faltasse um ano pra eu voltar ao trabalho, mas fiquei contente por estar ali.
Voltamos para a Bella Vista andando ao lado do rio Mapocho...passamos pelos chafarizes iluminados e dava pra ver as cordilheiras lá atrás. Ela foi para o hostel e eu fui para o pátio Bella Vista acessar a internet já que a do hostel estava com problema. Lá descobri que se fazia câmbio com um preço bem melhor do que o da providência...
A noite combinamos nossa saída com outros dois brasileiros para Valparaíso e Viña Del Mar no dia seguinte.
Dia 10 - 13/10/08 (segunda) – Santiago (definitivamente Santiago)
Dia 9 – 12/10/08 (domingo) – Santiago (a primeira impressão é realmente a que fica)
Acordei as 12:30h e elas não estavam no hotel. Não ia ficar lá esperando e resolvi sair. Fui para o zoológico e vi os animais. Como era feriado estava lotado. O zoológico fica numa encosta, do cerro San Cristoban. Não é grande e vi o que tinha que ver em menos de 1h. Perguntei como se chegava ao topo do cerro San Cristoban num quiosque de informações turísticas. A mulher disse que o ascensor estava fechado e que teria que subir 6km a pé ou dar a volta no morro por 6km para pegar o teleférico. Não quis saber de nenhuma das duas.
Passei no hotel de novo e na saída encontrei um colombiano que ia roda a cidade também (Williams). Fomos juntos conversando em direcao ao cerro Santa Lucia. De lá e achei o lugar legal e bonito. No topo do cerro saquei altas fotos. Umas garotas vieram falar comigo ao verem o guia do Chile na minha mão e queiram saber de lugares para conhecer, pois somente tinham este dia. Convidei para irmos conosco ao palácio presidencial e elas aceitaram.
Passei novamente pela praça de armas, desta vez tirando fotos. Entrei na catedral e passeamos todos pelo passeo Ahumada, a rua de comercio mas movimentada que tem. Tomamos um sorvete gigantesco e caminhamos até o palácio presidencial
Trocamos e-mail, nos depedimos e peguei o metrô com o Williams de volta. Cheguei no hotel já umas 6h e fiquei um pouco por lá. No quarto fiz amizade com um argentino de Buenos Aires (Alejo) e marcamos de sair mais tarde para beber algo. Procurei pelas brasileiras e elas não estavam no hotel...deixei pra lá.
Saímos e fomos ate a praça Itália e ao bairro da Providencia. Achei o lugar bonito e bem chique, mas novamente, tudo muito vazio e me senti inseguro. Ele que já conhecia Santiago disse que era seguro e que não teria problemas, realmente não tivemos. Andamos para encontrar algum lugar para comer e perguntamos várias vezes por um Burger King, Mc Donalds ou algo do tipo e todos sempre diziam para andar mais. Quando vimos o McDonalds, ele estava fechado, a Pizza Hut entramos e disseram que já havia fechado. Olhamos o relógio e percebi que andamos por 1h conversando e que tudo já estava fechado.
Perguntei por algum lugar para comer a uma garota que estava passando por nós e com o meu portunhol ela percebeu que eu era brasileiro e falou que poderia falar português por que ela era brasileira e morava
Pequena, com músicas que já foram sucesso no Brasil a uns 4 meses e com gente feia! Saímos de lá em 40 minutos. Fomos andando até o hotel e lá decidimos ir na Pio Nono para ver se tinha algo para fazer. Fomos em outra boate a Bokara e lá tb estava péssimo. Saímos em 30 minutos e fomos pro hostel dormir.
Dia 8 – 11/10/08 (sábado) – Santiago (a primeira impressão é a que fica)
Dormi toda a viagem...foi muito bom pegar um assento leito, por que pude dormir bem. Não vi nada entre Pucon e Santiago. Viajamos de madrugada e a região da Araucania assim como Temuco e Los Angeles passaram batidas.
Ao chegar em Santiago, a cidade pareceu muito a parte pobre de Buenos Aires. Pensei comigo, ainda vamos chegar na parte boa...mas não, derrepente chegamos no terminal e pronto. Todos em Pucon nos avisaram para não dar mole em Santiago, porque tinha muitos assaltos e tal. Não me pareceu perigoso na rodoviária. O terminal do metrô é dentro dela e antes de me despedir da Roberta e da Solange peguei o telefone para marcarmos de ir a Valparaiso e Viña Del Mar na segunda. Tipo...tão esperando até hoje.
Fui ao banheiro, coloquei as lentes, escovei os dentes e fui para o metrô. Comprei o bilhete e perguntei pela estação Balquedano, próxima do bairro Bellavista onde era o albergue. Peguei o metrô em direção a escola militar (linha vermelha) e tranquilamente desci na estação. Via-se que me olhavam e pensavam: "esse cara não é daqui". Achei o metro rápido, confortável, limpo, porém apertado demais. Não seria suficientes trens assim
Desci na estação, atravessei o rio Mapocho e cheguei na Bellavista. Tudo fechado as 8 de sábado. Achei a cidade muito vazia e a sensação de segurança também não é grande. Entrei no hotel, tomei o café da manha e dormi um pouco antes de sair por volta da hora do almoço.
Já na hora do almoço quando sai do albergue os restaurantes estavam abertos na rua Pio Nono e caminhando descobri que eles dão bem na entrada do zoológico e do cerro San Cristoban. Resolvi caminhar para o centro e atravessei o rio de volta e passei pelo parque municipal. Me pareceu muito, mas muito com o bairro do Flamengo no Rio de Janeiro. Ainda assim, não me sentia seguro mas bem, pois tampouco levei a câmera junto comigo. Somente com o mapa nas mãos fui caminhando para o museu nacional de Belas Artes. Entrei no mesmo vi duas exposições e no hall principal vários artistas pintavam quadros ou outras coisas na hora e podíamos ver como faziam. Pude ver uma garota pintar um quadro com um pincel e me gostou como fazer, realmente tem que se ter talento.
Sai do museu e caminhando em direção a praça de armas encontrei com o casal de brasileiros lá do aeroporto de Buenos Aires!!!! (que mundo pequeno). Conversamos um pouco e depois me despedi. Fui em direção a praça de armas e ai sim me gostou melhor a cidade. Tudo aberto, muita gente nas lojas, muitos turistas e a praça lotada, com banda, artesanato e muitas crianças. Ali me arrependi de não ter saído com a câmera.
Fui passear em algumas galerias e depois voltei por um caminho alternativo. Estava cansado da subida do vulcão. Decidi ir para o hotel descansar pois queria sair a noite. No hotel perguntei se não haviam brasileiros por lá e haviam cerca de 20!!! Três garotas de Cuiabá estavam no momento e fui falar com elas para sairmos. Elas aceitaram e fiquei na recepção conversando com dois dinamarqueses e com uma mulher da Nova Zelândia. A mulher não falava espanhol, somente inglês e eles também não. Me esforçava muito para entender tudo, mas eles eram rápidos demais para mim. Nessa hora tive noção de como meu inglês é péssimo e meu espanhol regular (eu estou sendo bem sincero comigo mesmo).
Lá pelas 23h saimos e a noite foi rápida, já que os relógios adiantaram 1 hora devido ao início do horário de verão. Comemos um completo (o cachorro quente deles com molho frio...blergh) e depois fomos de boate em boate para ver como é. Na maioria a entrada é grátis e dão ate um drink para as mulheres. Acabamos ficando em uma que tocava rock ao vivo. Ao entrarmos parece que fomos a sensação do lugar. Todos de preto e eu com um casaco verde e elas de outras cores. Percebi que nas ruas também todos estavam de preto. Me lembrou São Paulo, com muitos emos, punks e gente bem alternativa. A música era boa e ao sair de lá, sai bêbado de tanta escudo que tomamos.
Fui para o hotel dormir e combinamos de nos ver no dia seguinte, para talvez ir a Valparaiso, disse que as ia esperar ate 11:30h, pois elas iam a fazer inscrição em um congressso.
Dia 7 – 10/10/08 (sexta) – Vulcao Villarica (La casa del Diablo)
Acordei as 6h...fazia frio e quando sai com as águas e os meus sanduiches levei também minha mochila, afinal paguei a Sônia somente para as 10h de hoje e pedi para deixar minha mochila durante o dia na agência de turismo. Estava chovendo fino e fiquei preocupado pelo tempo mas lembrei que no dia anterior de manhã estava assim e depois melhorou. Parei pra tirar as fotos que faltavam da cidade e senti um pouco o joelho. Pensei comigo, como conseguiria subir 5h num vulcão naquele estado? Ainda tinha como não ir, mas não quis voltar atrás.
Cheguei na agência e encontrei um sul-africano (Loan) gente boa e cometei que não tinha comido nada...e não tinha mais tempo. Ele me deu uma banana e agradeci muitíssimo. Elas como sempre chegaram atrasadas, porque pediram para irem buscá-las no hotel e não foram andando como os outros ate a agência...peguei minhas roupas, me vesti, fui para o lado de fora, a garoa tinha parado e perguntei para o guia se dava pra subir com aquele tempo. Ele disse que as nuvens poderiam estar abaixo e que poderiam não subir para o topo do vulcão e que poderia estar sol lá
Fizemos uma reunião, tomamos algumas instruções básicas e entramos na blazer. Depois de muita subida, chegamos no teleférico que nos poupariam
O guia praticamente nos puxou para fora e nos deu ordens como se fossemos soldados. Me senti no exército. Começamos a subir, ele na frente, depois a Solange, Roberta, eu, Richard, Loan e o segundo guia. Isso em fila indiana. No inicio estava tranqüilo, mas depois de 15 minutos já me faltava ar e o vento rasgando minhas cara era uma coisa louca. Não conseguia colocar direito o capuz porque as luvas (2) eram muito grossas e também não conseguia secar os óculos escuros. De 30 em 30 minutos paravamos. Não dava pra sentar, porque se sentasse não levantava. Na segunda parada foi meia garrafa de água...pensei...o que faço nas 4 horas restantes de subida e 3 de descida?
O tempo estava querendo abrir e por vezes pude ver claramente por onde estávamos, não via nada além de branco. Olhar para cima não ajudava, para trás era lindo porem amedrontador em algumas partes. Por vezes passávamos rentes a descidas de neve de cerca de
No fim da subida, tive que sentar. Comi um pedaco de chocolate que estava duríssimo e comecei a pensar qual de nós desistiríamos primeiro. Via outros grupos mas a frente e não conseguia imaginar como chegaria ate onde eles estavam. Estava cansadíssimo, mas sempre que o guia perguntava se estávamos bem eu dizia que estava ótimo.
Na próxima subida, não tão ingrime mas com uma espessura de neve muito grande, o que fazia cada passo um esforco do karalho, já não sabia mais quem estava na minha frente ou atrás de mim. Por uns 5 minutos pensei que era o Loan mas era a Roberta que por várias vezes caia na minha frente. Eu caia, mas não caia tanto. Na verdade depois de um tempo só conseguia olhar pra baixo, pros lugares onde pisar e era impossível tirar fotos porque a máquina estava molhada e gelada, pensei até em parar de funcionar.
Pouco tempo depois a Roberta disse pra eu passar e o Richard também. Ela nessa hora disse que era asmática!!!! Nossa!!!! Pensei...corajosa a menina. Todos passaram por ela e o outro guia foi andando auxiliando-a. Eu mantive o ritmo e depois de umas 2 horas o guia anunciou que tinha um abrigo a 10 minutos antes de fazermos a parte final e também esperariamos o tempo melhorar.
Foram os 10 minutos mais longos de minha vida e acho que ali paguei todos os meus pecados. O vento era forte demais, a neve muito alta e estava ficando ingrime. Comecei a sentir que o Villarica não me permitiria vê-lo. O vulcão escolhe quem consegue subí-lo e acho que não fui um dos eleitos. O guia me falou que 80% dos brasileiros não chegam ao topo.
Depois do que pareceram 40 minutos, chegamos ao tal abrigo. Uma estação de teleférico coberta pela neve (
Eu realmente agradeci por não termos mais que subir e decididamente não queria ir mais. Senti um pouco de frustração no Richard mas por mim já tinha sido mais do que o suficiente. Começamos a descer e vi que também não é uma coisa fácil, é quando mais se cai e quando mais precisei do joelho. Aos poucos não consegui manter o mesmo ritmo que o deles e fiquei cerca de 100,
Consegui manter o ritmo e cheguei na estação. Ficamos esperando outro guia e a Solange que subiram os outros
Descemos o teleférico, trocamos de roupa na agência e encontrei um brasileiro que conseguiu subir no topo no dia anterior, o dia que quase pensei em ir e ele disse que ia me mandar as fotos por e-mail. Depois fomos todos (até os guias) almoçar num restaurante chamado Koppa Cabana. Antes o Loan se despediu da gente e me passou seus contatos.
Caminhei um pouco, o joelho me parecia mais ou menos e peguei umas roupas para lavar. Depois fiquei papeando com crianças, velhos e até cachorros. No fim da noite começou a chover e o cara da agência nos levou até o terminal. Ficamos lá esperando o ônibus, comprei um café, chocolates, dei mais uns foras na Solange e segui para Santiago com elas ainda a tira-colo.
Dia 6 – 09/10/08 (quinta) – Pucon (a cidade dos esportes de aventura)
Fui fazer câmbio e depois fui para a agência de viagem que fui no dia anterior. No caminho tinha uma outra (turismo Florência) em frente a prefeitura e ao corpo de bombeiros e vi que eles estavam com uma blazer com várias pessoas e acabei indo falar com um cara sobre a visita ao vulcão.
Ele me disse que não tinha tour para a estação de esqui e que não tem ônibus para eu ir sozinho. Me ofereceu outros tours que não me interessaram e eu insiti em um tour ate a estação de esqui. Me disse que sozinho não dava mas que tinham duas brasileiras que voltariam em breve até a agência para escolher algum tour pra fazer e se caso quiséssemos nós três poderíamos ir até a estação de esqui.
Meia hora depois as brasileiras chegaram (Solange e Roberta). Me pareceram legais a princípio e não queriam ir a base do esqui, queriam fazer o tal tour pela zona onde se vê vários lagos, cachoeiras e vai até as termas. No final acabei convencido pelos três a não só fazer a ida as termas como a subir o vulcão no dia seguinte. Pelo tempo que fazia pareceria muito bom.
O guia Carlos nos deu tudo o que precisávamos comprar para o dia seguinte, para a subida do vulcão. Sanduíches, chocolates, bananas,
Almoçamos pizza e fomos no supermercado. Encontramos um casal de brasileiros que estão fazendo toda a América Latina num motorhome e foram muito legais com a gente (tem o link do blog deles ao lado). Fomos para o supermercado, compramos tudo (o que elas queriam) e depois deixamos as coisas no meu hotel. Lá conversamos com um casal de francesas muito gente boa e fomos para a agência fazer o tour. Nós encontramos com um casal de chilenos em lua de mel e outros dois que estavam a trabalho em Pucon e mais um brasileiro que acabava de chegar da ilha de Páscoa (Richard) e foram fazer o tour conosco.
O tour foi muito legal, tirei muitas fotos dos parques, do vulcão e do lago mais ao norte. O guia Carlos era uma exceção a parte. Adorava os brasileiros e tentava aprender de tudo sobre o Brasil além de ficar a toda hora usando expressões como maneiro, tá ligado, da hora...tudo num sotaque estranhíssimo.
Nas termas, a principio não ia entrar na água, mas como todos entraram também entrei. A água estava maravilhosa de boa. E já tinha me esquecido como era bom ficar ao ar livre sentindo calor! O guia me recomendou sair da água quente e ir ao rio do lado de fora que estava gelado, falou pra mergulhar mesmo. O Richard foi e deu um grito assustador e depois ficou dizendo que a sensação era maravilhosa. De tanto insistirem e começarem com aquelas brincadeirinhas de vamos te jogar eu entrei.
Primeira coisa: Eu pisei nas pedras em falso e de imediato senti uma dor menor mais muito similiar a que eu tive quando distendi os ligamentos do meu joelho...pronto, pensei comigo, acabaram minhas férias. A segunda coisa é que a sensação de agradável é 0. Me pareceu que me enfiaram um monte de canivetes e soltei um berro tão grande que as velhinhas que estavam no local devem ter ficado horrorizadas. Com dificuldade, mergulhei a cabeça e depois sai da água sentindo muita dor no joelho. Entrei com cuidado na piscina de água quente e fiquei tentando movê-lo e massageando. A água quente ajudou muito, mas senti que não estava bem.
Ao voltarmos compramos a passagem para Santiago no terminal e fomos para o hotel fazer os sanduíches e enquanto falava com a Sônia elas faziam os sanduíches an cozinha. Fui falar com elas e vi que elas estavam com as caras de anta que tinham maior do que já eram. Depois foram falar comigo que o que compramos de presunto, queijo e patê só dava para um terço dos sanduíches. Falei pra elas pra deixar o que deu ali e irem ao supermercado e fazerem os outros no hotel delas e depois dividíamos os custos. Elas disseram que tudo bem e depois foram para o hotel. Combinamos de nos encontrar todos (elas, eu e o Richard) as 21 h em frente a prefeitura para jantar. Dei uma olhada nos sanduíches e vi que cada um tinha umas duas fatias de queijo e presunto juntas e estavam lotados de patê também. Percebi que poderia fazer uns 15 sanduiches com os quatro que tinha na mão...meu conceito de economia doméstica não era o mesmo que o delas.
Fui tomar banho e aproveitei para jogar mais água quente no joelho e depois fui me encontrar com elas. Cheguei as 21h em frente a prefeitura, o Richard chegou as 21:30 e elas as 22:30h!!!! Quem me conhece sabe como eu adoro chegar no horário em tudo o que faço e sim me irrito muito quando alguém se atrasa, ainda mais quando quem espera esta com fome.
Eu e o Richard fomos caminhando para o hotel delas até que encontramos as mesmas no caminho. Sério! Quando vi as roupas pensei que íamos alguma boate ou coisa assim e não tinha ninguém para vê-las na cidade a não ser os cachorros que infestam as ruas de todo o Chile. Aquilo me irritou mais ainda e o pior, escolheram um restaurante caro pra ir. Sério (novamente) percebi que tinha que fugir delas pois o meu conceito de viagem era muito diferente. Afinal eu tava de mochilão e daquele jeito eu não chegaria a Machu Picchu.
Comi o prato mais barato, um crepe chileno e divimos duas garrafas de vinho. O vinho mais o papo me deixaram um pouco mais irritado mas decidi entrar no clima e não me irritar porque estava afinal de férias! O problema é que a Solange era neta de chilenos e a todo tempo ficava idolatrando o Chile...e meio que denegrindo o Brasil. A outra só concordava, porque parecia não ter opinião sobre nada...enfim. Fiquei aproveitando a noite corcondando com todo o tipo de besteiras que elas falavam.
Voltei pro hotel novamente com ruas desertas, mas despreocupado.
Dia 5 – 08/10/08 (quarta) – Puerto Varas / Pucon (passando frio)
Acordei cedo e fui direto na casa de câmbio trocar dólares, depois andei pela cidade e fui ver o horário dos ônibus para Pucon. Na agência do centro o sistema estava fora do ar e tive que andar até o terminal da Turbus que fica no alto da cidade…um saco! Comprei a passagem para 13:35h. Na volta encontrei o Mexicano do Cruce de Lagos. Conversamos um pouco e me despedi dele. Ele me desejou sorte na viagem.
Parei para comer uma hamburguesa chilena e depois fui arrumar as coisas no hotel. Fiquei na Internet escrevendo o blog e postei fotos. Pequei minhas coisas e fui para o terminal. O ônibus entrou na rodovia panamericana e pela primeira vez estive nela. Incrível estar na maior rodovia do mundo. De Chiloe ao Alaska, estava começando o que seria mutios dias nesta rodovia. A viagem foi tranqüila, mas não levou 5 horas como todos me disseram e sim 7 pois o ônibus foi até Valdivia, um lugar que não me despertou nenhum interesse.
Chegando em Pucon ao descer na cidade tudo já estava fechando. Achei estranho e a cidade era muito escura, antes do ônibus chegar vi a hospedaje Sônia já de dentro do ônibus e não tive problemas para andar até ela. Toquei a campainha e o marido da Sônia me atendeu. Depois veio ela que me recepcionou muito bem (ela adora brasileiros e adora vir ao Brasil). Me perguntou se queria um quarto compartilhado ou sozinho. Preferi um sozinho, mesmo mais caro, porque queria muito descansar e privacidade também. Tomei um banho troquei de roupa e fui para a cidade tentar comer algo.
Parei numa loja de internet e gravei um DVD com as fotos. Durante este tempo fiquei conversando com dois garotos sobre futebol e depois fui ate um restaurante chamado club77 e comi outro sanduíche. Não me gostou os pratos chilenos. O garcon foi muito simpático e disse que recebe a visita de vários brasileiros e me deu o endereco do local para que eu mandasse uma placa do Rio de Janeiro para se juntar a tantas outras que estavam na parede, inclusive algumas do Brasil. Disse que tudo bem!
Antes de sair do restaurante perguntei por câmbio na cidade e ele me disse que nesta hora eu poderia fazê-lo no cassino. Como queria conehcer um, ele me indicou onde era e fui. Novamente andei sozinho por ruas desertas, passei em frente a prefeitura e vi o alerta de erupção vulcânica. A cidade de Pucon é muito perto do vulcão Villarica! Também vi varias placas de evacuação caso aja erupção. Mas foi tudo tranquilo no caminho.
Chegando no cassino, o mesmo estava razoavelmente cheio. Percebi que por causa do frio as pessoas ficam muito pouco tempo na rua e se fecham nos restaurantes. Entrei e paguei 500 pesos. Rodei por todo o salão e achei o lugar muito, mas muito divertido. Muito colorido e bem atraente, não da vontade de sair e todos te tratam muito bem, afinal fui lá pra perder dinheiro né!
Fiquei olhando dois caras jogarem Black Jack (21) e mesmo sem entender o jogo vi que eles estavam gostando, tinham várias fichas na mesa mas não sabia o valor de cada cor.
Comecei a jogar e de 1000 pesos cheguei a 1850 pesos. Depois só perdia até que sai de lá sem um tostão. Decidi que não entraria em mais nenhum cassino no Chile (isso não inclui Las Vegas...hehehehe), mas até o fim da viagem eu já tinha descumprido isso...
Caminhando para o hotel, encontrei uma agência de turismo ainda aberta. Eram quase meia noite. Fui falar com ele sobre como ir até a base de esqui do vulcão Villarica e o cara me explicou os preços e tudo e disse que era pra eu passar lá amanhã pela parte da manhã. Pensei na subida do vulcão, só que era preciso estar de pé as 7 e decidi não aceitar...foi um erro!
Dia 4 – 07/10/08 (terca) – Cruce de Lagos (No interior da cordilheira)
Acordei as 6, deixei o albergue e fui para a porta da agência. Não havia quase ninguém na rua. As 7 em ponto o ônibus do cruce veio me pegar e so tinha eu lá. Depois de 1h rodando por vários hotéis da cidade, o ônibus estava lotado...muitos casais e velhinhos de tudo quanto é lugar.
Chegamos no porto e pegamos o catamarã para fazer a travessia do Nahuel Huapi. Antes do embarque fiquei batendo papo com uns marinheiros, perguntando sobre o lago e tal. Novamente o dia estava lindo mas eu ia me maravilhar ainda mais.
Chegamos em Pellua e entramos em um ônibus para Puerto Alegre. A viagem foi rápida e finalmente chegamos no pequeno lago Frias. Lá, fui pra parte de fora do barquinho, passei muito frio, mas fui conversando com um mexicano e achei o lago um lugar especial, no meio da cordilheira dos andes. Finalmente estava passando pelos mesmos lugares que Che Guevara passou a 50 anos antes. inclusive a mesma cena que se passa em Diários de Motocicleta. Incrivelmente eu não achei o lugar nem mais nem menos surpreendente...achei exatamente como eu pensei que era...ou seja perfeito.
Chegamos
Ao entrar na fila e entrega o passaporte o policial pediu que eu tirasse os óculos bem firmemente o que fiz de imediato e pedi desculpas. Depois de carimbado tinha uma grande mesa onde todos colocavam suas mochilas e malas para a revista. A minha estava tão cheia que o policial não teve saco de revistar (eu acho). Me perguntou se tinha comida, eu disse que não e me liberou. Pronto...estava no Chile.
Depois de todos passarem pela aduana, entramos no ônibus e chegamos no hotel de Pellua onde o Cruce faz uma parada de umas 3 horas para o pessoal curtir o local e almoçar. O hotel é grande, bonito e caro!!!! Fiquei conversando a maior parte do tempo com um casal de brasileiros e com uns israelenses. Fui almoçar no restaurante do hotel (so tinha ele) e paguei cerca de 10 dolares num prato de camarão com cebolas que o Mexicano do lago Frias e sua mulher me indicaram. Grande merda. Paguei o almoço mais caro da viagem e so veio 3, somente 3 camarões num liquido cheio de cebolas, o que não dava sequer para um terço da fome que eu tinha. Enfim, tive que comer.
Fui pra fora do hotel e fiquei olhando as cordilheiras e me impressionou onde estava, bem dentro delas. De um lado e de outro só montanhas cobertas de neve e um céu azul lindíssimo. Fiquei admirando um avião que passava muito alto e me deitei num banco de madeira e fiquei descansando uns 40 minutos.
Derepente ouvi umas mulheres falando português e resolvi conversar com elas. Me pareceram bem ricas e viúvas também e conversamos sobre as nossas viagens. Tomei um sorvete, fiquei admirando um pessoal fazendo arvorismo e chegou a hora de partir. Tomamos o ônibus até o próximo porto e começamos a navegar pelo lago Todos os Santos. O lago é enorme e dá pra ver alguns vulcões. Coloquei o MP3 e fiquei tirando fotos e admirando a paisagem. O clima estava perfeito, sol com um friozinho e diante daquela paisagem pensei em muitas coisas sobre a minha vida. Muito do que quero ter, do que quero mudar e também de como estava contente por estar ali.
Avistei o vulcão pontiagudo e estava coberto de neve. Muito lindo!!!! Logo depois majestosamente a esquerda, surgia o vulcão Osorno. Foi a primeira vez que vi um vulcão com a forma como conhecemos. É simplesmente magnífico. Era tão grande e belo que não conseguia ficar olhando pra mas nada, só pra ele. Tirei muitas fotos e depois de 1h
Tomamos outro ônibus e chegamos nos saltos de Petroe. Um rio formado na encosta do Osorno. Paguei 3 dolares de entrada e pude ver a água que vem do derretimento da neve e as rochas vulcânicas. Uma paisagem muito impressionante. Fiquei tirando fotos com os mexicanos e levamos uma bronca da guia porque o parque ia fechar e não saíamos de lá de dentro...estavamos tirando fotos do pôr-do-sol no Osorno.
Por fim cheguei a Puerto Varas, umas 20:30 h. O lago Villarica fica em frente a cidade e é muito frio!!! Corri para o hostel e deixei minhas coisas por lá. Tomei um banho e fui conhecer a cidade. Puerto Varas é pequena e não tem nada pra se fazer por lá. Procurei um pouco um lugar barato para comer e acabei num lugar que vende empanadas...até a essa hora, estava morto de fome. Andei pela praça...tinha uns tipos estranhos mas nada que pudesse apresentar perigo. Fui até o cais e fiquei admirando a escuridão do lago e as luzes da cidade. Na volta passei em frente ao cassino mas decidi não entrar.
O hotel estava vazio. É legalzinho, as pessoas são simpáticas mas não tem muita infra-estrutura como o de Bariloche. Fui dormir num quarto e fiquei sozinho nele.
Dia 3 – 06/10/08 (segunda) – Bariloche (pelo dia e pela noite)
Acordei com uma pessoa chegando no quarto. Era outro paulista chegando em Bariloche (Marcelo). Acordei e falei que estava indo ao cerro campanário, onde diziam ter a melhor vista de Bariloche. Perguntei a ele se não queria ir comigo e ele aceitou. Fomos pegar o ônibus e depois de uns 45 minutos chegamos ao cerro. Pagamos o teleférico, tiramos fotos e subimos. A vista é maravilhosa. Realmente a melhor lugar em Bariloche.
O dia estava lindo e tirei altas fotos. Descemos o cerro e pegamos outro ônibus para continuar conhecendo a peninsula. Fomos até onde saem os catamarãs e na entrada do parque Llao-Llao. Depois voltei a Bariloche, rodamos a cidade toda. Entrei nas lojas, galerias e visitamos a catedral da cidade. Depois ficamos de papo na praca do centro cívico. Vi as pessoas pagando até 40 pesos pra tirar uma foto com um São Bernardo....huahauhauhaua
Fui para o albergue e fiquei conversando com a Ximena e acabamos por ver Diários de Motocicleta no DVD. Sai para comprar um DVD para copiar as fotos da câmera e depois fomos beber alguma coisa na cidade.
Escolhemos um bar com muitas garotas e foi legal conversar com várias argentinas, mas já no geral estava ficando de saco cheio de tanta criança na cidade. Era época de fim do ano letivo ou formatura e a cidade estava lotada de excursões de colégio...imaginem!
Voltei bêbado pro hotel antes do Marcelo. Afinal iria acordar cedo pra fazer o Cruce de Lagos. Antes me despedi do pessoal do albergue, principalmente da Ximena que me tratou super bem...aliás este foi o melhor albergue pelo qual passei.
Dia 2 – 05/10/08 (domingo) – Bariloche (vendo neve pela primeira vez)
Como estava cansado acordei tarde. A vista do quarto era linda...me senti realmente de férias. Fui ate o centro de informações turísticas no centro civico e perguntei como chegava no Cerro Catedral. Peguei um mapa e fui para o ponto de ônibus indicado. Fiquei uns 40 minutos e nada do ônibus, ate que conversando com dois israelenses que tambem iam pra lá decidimos ir a outro ponto de onibus e esse era o certo!
No ônibus atras de mim tinha um casal com a filhinha e eram de São Paulo. Fiquei conversando com eles e me deram varias dicas de Bariloche. Quando descemos ia alugar uma roupa de neve para subir o cerro mas 4 paulistas foram perguntar se eu era brasileiro e começamos a conversar. Eles disseram que não iam alugar nada e iam subir como estavam. Resolvi fazer o mesmo e fui para o teleférico com eles. Já na viagem fiquei encantado com a neve. Tinha muita.
La em cima, saimos na estação intermediária e a primeira coisa que fiz foi tocar a neve. A sensacao foi boa. De tanto começarmos a tirar fotos e subir cada vez um pouco mais resolvemos subir o restante a pé!!! Foi demais a sensacao de brincar na neve e o visual é muito bonito. No meio do caminho comecou um vento muito forte e a neve vinha de contra a gente. Tivemos que virar o rosto e esperar passar o vento para continuar a subir. Da estação do teleférico parecia perto, mas era muito longe e nao tinha mais como voltar...tive que subir tudo e quando ia chegando ao topo ficava mais inclinado e tive que colocar a mao na neve para subir...resultado cheguei lá em cima sem sentir as mãos e as orelhas de tanto frio.
Lá em cima encontramos outro casal de brasileiros e ficamos conversando. Tirei muitas fotos e descemos todos juntos. Na cidade me despedi dos paulistas e fui comer num restaurante chamado Cocodrillos. Quando estava lá encontrei novamente os paulistas...hauhauhauah.
Fui novamente no centro de informações turísticas e perguntei onde fazia o cruce de lagos e me indicaram a agência na calle Mitre (principal). Esperei a loja abrir as 17:30h e comprei o tour para terca-feira dia 7. Fiz compras no supermercado e fui para o albergue, sempre passando pelas lojas e comprando alfajor para comer. Mais tarde fui caminhando até a praça principal e fiquei olhando o pouco movimento. Tava super frio, sentei num banco da praça e fiquei lhando o lago escuro e as construções da praça. voltei para o albergue e fiquei conversando com muita gente e depois fui dormir.
Dia 1 - 04/10/08 (sábado) - O começo
Acordei no primeiro dia da viagem quase 1 hora antes do que deveria, na verdade nem dormi direito. Sai de SP as 6:30h. O Anderson veio me buscar em casa e estava um dia nublado. No aeroporto a primeira coisa que fiz foi embalar a mochila e despachar no chekin da TAM. Ainda tinha 40 minutos antes do vôo, o que usei para sacar dinheiro e trocar uns dólares por pesos argentinos.
O vôo seguiu tranquilo e chegou 20 minutos adiantado.
O taxi custava 108,00 pesos (preco fixo) e só paguei 50 pesos. Fizemos o transfer em 45 minutos, isso porque era sábado. Creio que se fosse dia de semana levaria 1h e 30 pelo menos. O aeroparque é bem no centro e o trânsito por lá não é dos melhores. O taxista foi super gente boa e foi conversando com nós três sobre Buenos Aires, Brasil e futebol.
No aeroparque, fui para o chekin da LAN e fiquei uns 10 minutos no guiche porque não conseguiam relacionar meu nome com o vôo???? Até que surpreendentemente o sistema liberou minha passagem. Comprei um cartão de 20 pesos e fiz ligações para o Brasil. Quando estava saindo do telefone meti a mão no bolso e não achei a passagem que tinha acabado de pegar no guiche da LAN. Comecei a ficar desesperado, voltei ao telefone mas não achava, ate que resolvi procurar em todos os bolsos e achei a passagem...hauahuahauhaua.
O vôo da LAN teve muuuita turbulencia e foi muito barulhento, o que me deixou com uma dor de cabeca da porra. Cheguei em Bariloche ainda de dia, no final da tarde. Peguei a mochila e tirei todo o plástico no saguão. Fui até o único guarda que tava no pequeno saguão e perguntei por um onibus que ia para a cidade. Ele apontou lá pra fora e disse que o ônibus estava saindo do ponto! Corri para fora do aeroporto e já pude sentir um vento bem frio...fiz sinal para o ônibus esperar e fui para a cidade.
O ônibus parou a 4 quadras do centro civico. Desci e logo reconheci no mapa onde estava, fui caminhando as 4 quadras já parando nas lojas e tirando fotos da cidade que já tinha as luzes das lojas e das ruas acesas. Achei a cidade linda e vi que era super tranquila de se andar. No caminho achei uma mulher com cachorro São Bernardo enorme e com um filhotinho. Fiquei brincando um pouco com os cachorros e fui para o albergue.
O albergue Las Moiras está realmente a 50m do centro civico. Muito perto de tudo e fui muito bem recebido. Fiquei em um quaro compartilhado com banheiro privado, mas só tinha eu. Deixei minhas coisas no armário e fui para o lago Nahuel Huapi.
Estava anoitecendo e parei pela primeira vez para admirar a cordilheira dos Andes. Muuuito linda! Achei o lugar fantástico. Tirei fotos e depois fui para a cidade procurar um lugar para comer. Achei o hotchikens onde comi uma hamburguesa gigante. Andei um pouco e fui para o hotel dormir.
domingo, 28 de setembro de 2008
Primeira postagem
O início!
Faltam 6 dias pra começar minha viagem de 32 dias pela América do Sul.
Espero poder relatar aqui toda a experiência de pegar uma mochila e viajar mais de 11.000 km.
Como é a minha primeira viagem no estilo mochilão, os preparativos dicas e etc só vou colocar no fim da viagem. Todo o planejamento, espero hoje estar correto, só no fim é que saberei.
O percurso previsto é:
São Paulo - Buenos Aires
Buenos Aires - Bariloche
Bariloche - Puerto Varas
Puerto Varas - Pucon
Pucon - Santiago
Santiago - Valparaíso
Valparaíso - Vina Del Mar
Vina Del Mar - La Serena
La Serena - Antofagasta
Antofagasta - San Pedro do Atacama
San Pedro do Atacama - Arica
Arica - Tacna
Tacna - Puno
Puno - Cusco
Machu Picchu
Cusco - Lima
Lima - São Paulo









